Plataforma do herói de The Flash Boys recebe aval para virar bolsa de valores

Figura central do livro The Flash Boys e criador da IEX, plataforma alternativa de negociações que tem como objetivo frear transações em alta frequência (HFTs), Brad Katsuyama obteve uma importante vitória no último dia 17. Ele recebeu autorização da Securities and Exchange Commission (SEC) para …

Seletas / Bolsas e conjuntura / Reportagem / Edição 36 / 24 de junho de 2016
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Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

Figura central do livro The Flash Boys e criador da IEX, plataforma alternativa de negociações que tem como objetivo frear transações em alta frequência (HFTs), Brad Katsuyama obteve uma importante vitória no último dia 17. Ele recebeu autorização da Securities and Exchange Commission (SEC) para transformar a IEX em uma bolsa de valores. “Esse é um marco para todos aqueles que nos apoiaram. Estamos ansiosos para funcionar como bolsa de valores, o que nos dará a oportunidade de ter um impacto ainda maior sobre os mercados”, disse Katsuyama, em comunicado à imprensa.

O regulador americano analisava o pedido da IEX desde setembro do ano passado. A demora para conceder o aval reflete o cuidado com que estava avaliando o principal diferencial da plataforma: o uso de uma espécie de amortecedor, chamado POP (point-of-presence), que impõe um atraso de 350 microssegundos na entrada e saída de ordens. Isso torna inviável estratégias de arbitragem de latência, que permitem a compra ou venda de ativos ligeiramente à frente de outros participantes do mercado. Entre os quase 100 usuários da plataforma estão J.P. Morgan, Bank of America, Goldman Sachs e até Itaú BBA, que opera na IEX por meio de seu braço nos EUA.

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Porém, se o grupo a favor da IEX incluiu pesos-pesados, o time que torceu contra tem semelhante relevância. Nasdaq, Nyse e o hedge fund Citadel, com US$ 25 bilhões de ativos sob gestão, tentaram persuadir a SEC a rejeitar o pedido de Katsuyama. Na avaliação deles, a autorização tende a encorajar outras plataformas de negociação a copiar o sistema de redução de velocidade proposto pela IEX. A disseminação desse modelo, alertam os críticos, pode tornar o mercado americano extremamente complexo, uma vez que o investidor passaria a ter acesso a dois tipos de cotação: uma em tempo real e outra defasada. Ao dar a autorização à IEX, a SEC disse que vai conduzir um estudo de dois anos para verificar o efeito de atrasos intencionais sobre a qualidade do mercado, incluindo os preços de ativos, e que vai autorizar apenas plataformas que trabalhem com atrasos de menos de um milésimo de segundo.

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