GP lança oferta pela BR Properties, mas esbarra em exigências do conselho

Seletas / Fusões e aquisições / Edição 12 / Reportagem / 18 de dezembro de 2015
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Ilustração: Grau 180.com.

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A crise do BTG Pactual atingiu em cheio a BR Properties, empresa especializada na exploração de imóveis comerciais. O banco de André Esteves era seu principal acionista, com cerca de 36% do capital. A participação foi reduzida para 18,8%, após um leilão realizado na BM&FBovespa no dia 10 de dezembro. A venda rendeu ao BTG R$ 463 milhões. Um dos compradores das ações foi a GP Investments, que adquiriu uma fatia de 12,19% e, em seguida, anunciou o lançamento de uma oferta pública voluntária (OPA) para se tornar sócia majoritário da empresa. O conselho de administração da BR Properties, por sua vez, exigiu melhoras na proposta da OPA e informações adicionais capazes de subsidiar a tomada de decisão dos investidores.

A GP anunciou a intenção de comprar ações suficientes para garantir o controle, mas sem ultrapassar o percentual de 75% do capital — o que permitirá a BR Properties permanecer listada no Novo Mercado da BM&FBovespa. Na análise da proposta da GP, o primeiro ponto que chamou a atenção dos conselheiros foi a informação de que a OPA está condicionada à confirmação da capacidade da gestora de arcar com a compra. Para a BR Properties, a incerteza em relação ao dinheiro necessário para a liquidação da oferta não atende a legislação. Por isso, exigiu que a gestora retire essa condição da proposta ou que estabeleça um prazo para apresentar a garantia. Além disso, solicitou a definição de qual das empresas do grupo de investimentos figurará como a compradora do controle.

Na proposta, a GP também exigiu a retirada da poison pill em seu favor como condição para prosseguimento à oferta. O estatuto da BR Properties prevê que uma oferta pública de aquisição de ações seja lançada a todos os acionistas, por valor não inferior a 110% do valor econômico, caso um sócio adquira 20% do capital. A retirada da cláusula será votada em assembleia, mas o conselho entende que, se aprovado, o benefício deve ser estendido a outros potenciais compradores. A medida permitirá o surgimento de ofertas concorrentes à da GP, o que pode melhorar os preços a serem oferecidos.


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