Após compra da Cetip, BM&FBovespa avança sobre a AL

Uma empresa de infraestrutura de mercado financeiro de classe mundial. Assim Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, define a companhia resultante da compra da Cetip pela BM&FBovespa, anunciada no dia 8 de abril. A operação envolverá cerca de R$ 12 bilhões e ainda depende do aval dos investidores …

Seletas/Bolsas e conjuntura/Reportagem/Edição 26 / 15 de abril de 2016
Por 


Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

Uma empresa de infraestrutura de mercado financeiro de classe mundial. Assim Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, define a companhia resultante da compra da Cetip pela BM&FBovespa, anunciada no dia 8 de abril. A operação envolverá cerca de R$ 12 bilhões e ainda depende do aval dos investidores das duas companhias (até o fechamento desta edição as assembleias não haviam sido convocadas) e dos reguladores — entre eles Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central (BC) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Pelos cálculos iniciais, os atuais acionistas da Cetip serão donos de 11,8% do capital da BM&FBovespa. Eles vão receber 0,8991 ação da Bolsa para cada ação da Cetip, além de R$ 30,75 em dinheiro por papel. No somatório, cada ação da Cetip terá custado entre R$ 42 e R$ 48,51 — banda estabelecida para comportar oscilação de cotações, ajustes por proventos e atualização com base na taxa de juros. A rodada de negociações começou em novembro, quando a Bolsa ofereceu R$ 39 por ação, proposta rejeitada pelo conselho de administração da Cetip.

BM&Fbovespa-Cetip _S26_Pt2

Até que a fusão seja finalizada, as duas empresas vão seguir os planos individuais inicialmente traçados. De acordo com Pinto, a BM&FBovespa continuará os projetos de integração de todas as clearings e de expansão pela América Latina. A ideia é, até o fim do ano, ter participação societária em todas as bolsas da região — a BM&FBovespa já é dona de 8,3% da bolsa do Chile e de 4,1% da bolsa do México.

As duas empresas não informaram qual será o destino da marca Cetip, mas adiantaram algumas das mudanças que a união vai provocar. Pinto permanecerá à frente da BM&FBovespa, cujo conselho de administração ganhará duas vagas adicionais. Além dos 13 assentos já ocupados ­(e que ficam inalterados até a eleição do ano que vem), serão criadas duas vagas para os indicados pela Cetip — um dos favoritos ao posto é Gilson Finkelsztain, atual presidente ­da Cetip.




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  bolsa de valores bmfbovespa cetip mercado de capitais Fusão BM&FBovespa e Cetip Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Efeitos colaterais
Próxima matéria
CEOs explicam estratégias para vencer a crise



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
Efeitos colaterais
Os juros sobre o capital próprio sacodem os departamentos jurídicos das companhias abertas. Além da mudança na alíquota...
estudo_aplicado_02-07

Promoção de aniversário

ASSINE O PLANO COMPLETO POR R$4,99 NOS TRÊS PRIMEIROS MESES!

{"cart_token":"","hash":"","cart_data":""}