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Reforma regulatória de Trump: boa para quem?

Ilustração: Rodrigo Auada

Por enquanto há mais perguntas do que respostas quando o assunto é a reforma regulatória anunciada pelo recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última segunda-feira. Como de costume, ele lançou frases de efeito ao assinar um decreto ordenando um corte severo em regulações federais — segundo o novo presidente, a cada regulação posta em prática, duas precisam ser revogadas. Além disso, afirmou que o orçamento para elaboração de novas regras será zero neste ano. As afirmações, claro, suscitaram polêmica na internet. O site Politico listou cinco grandes questões que ficaram no ar em relação à reforma —algumas bem prosaicas, como “qual é o conceito de regulação que o presidente vai adotar” e “quais agências governamentais serão afetadas”.

Na plataforma de discussões Reddit, um debate foi lançado: Trump e seus apoiadores atacavam sua rival Hillary Clinton durante a campanha eleitoral dizendo que ela era “muito próxima” de banqueiros de Wall Street; então, qual o sentido de Trump prometer reformas, como o fim da Dodd-Frank, capazes de facilitar a vida de grandes bancos? Um apoiador do presidente respondeu, alegando que a lei, apesar de ter partes importantes, é muito longa e cria uma série de entraves burocráticos que prejudicam os negócios e podem ser facilmente evitados pelos grandes bancos. “Imagine quantas pessoas têm de ser pagas apenas para interpretar tantas regras”, argumentou. Em resposta, um opositor de Trump pontuou que há muitos ex-banqueiros e investidores aconselhando o presidente. “Vocês realmente acham que eles manteriam regulações que ajudam as pessoas se isso os fizesse perder dinheiro?”, provocou.