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Narrativas para a derrocada da Odebrecht

Ilustração: Rodrigo Auada

A Odebrecht entrou, na semana passada, com pedido de recuperação judicial, uma tentativa de reestruturar uma dívida de 51 bilhões de reais. A empreiteira foi um dos principais alvos da Operação Lava Jato. No Twitter, duas narrativas principais se destacaram na repercussão do pedido. A primeira: a empresa está recebendo o que mereceu — afinal, durante anos cresceu alavancada por corrupção de agentes públicos. Outra diz que a Operação Lava Jato acabou fazendo mal para o País ao levar grandes empresas nacionais, como a empreiteira baiana, para a quase falência. Essa segunda vertente ganhou força com a associação do assunto Odebrecht ao vazamento de conversas do ministro da Justiça, Sérgio Moro, quando ainda era juiz e o procurador Deltan Dallagnol, responsável pelas investigações. As mensagens de texto foram divulgadas pelo site The Intercept Brasil e foram fartamente comentadas na rede social por meio da hashtag #VazaJato.

No meio do fogo cruzado, o analista Tiago Reis ironizou, dizendo que “no documento de pedido de recuperação judicial, a Odebrecht cita ‘dificuldades enfrentadas pelo grupo na obtenção de novos financiamentos, em especial com instituições financeiras públicas.’ Bem-vinda à realidade das empresas normais, Odebrecht. Empreender é assim mesmo.


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