Decisão descabida?

Minoritários criticam juiz que cassou direitos de voto na Oi

Companhias abertas/N@ Web / 25 de março de 2018
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Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

A recuperação judicial da Oi parece ter virado uma interminável novela. E alguns personagens dessa trama agora recorrem às redes sociais para manifestar suas reclamações. Na semana passada, a Associação Brasileira dos Investidores Minoritários (AidMin) postou em seu perfil no Facebook que “estranhou” a decisão do juiz responsável pela recuperação judicial da Oi de cassar o direito a voto de diversos acionistas, entre eles o vice-presidente da entidade, Aurélio Valporto. A cassação ocorreu depois de esses sócios terem votado, em assembleia em fevereiro, pela eleição de diretores substitutos para a Oi, contrariando o plano de recuperação judicial homologado pela Justiça. Uma das mudanças aprovadas — e que não se concretizou — foi a substituição do presidente da empresa, Eurico Teles, por Pedro Leitão, consultor da Pharol (ex-Portugal Telecom). “Sem aprimoramento da governança não há como a recuperação da empresa ser bem-sucedida”, escreveu a entidade, ressaltando que Teles “é réu em ação criminal na qual foi acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul de lesar investidores da Oi”. A postagem recebeu pelo menos mil curtidas, além de alguns comentários. Segundo um deles, a Oi precisa não só de uma recuperação judicial: carece de uma “recuperação moral”.

 




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