Bancos para quê?

IPO do Spotify provoca debate sobre eventual obsolescência dessas instituições

Companhias abertas/N@ Web / 6 de abril de 2018
Por 


Ilustração: Rodrigo Auada

O serviço de streaming de música Spotify estreou na Bolsa de Nova York (Nyse) na última terça-feira, avaliado em 26,5 bilhões de dólares. A listagem foi peculiar para uma empresa desse porte, por não ter seguido os passos de um IPO tradicional, que envolve a contratação de bancos para a fixação do preço do papel. A companhia dispensou esse processo e causou furor. “Se mais companhias optarem pela listagem direta vão ameaçar a galinha dos ovos de ouro dos bancos, que são as taxas que cobram de empresas que fazem IPO”, observou um usuário do Twitter. A obsolescência dos bancos de investimento nas listagens em bolsa, aliás, foi a aposta de muitos usuários do Twitter após o sucesso da oferta do Spotify. Em seu perfil nessa rede social, a Nyse deu bastante destaque ao evento e escreveu: “O Spotify optou pela listagem direta porque acredita que sua marca reconhecida, escala global, modelo de negócios e cultura de transparência vão torná-la uma grande empresa, cujas ações terão preços definidos por si só”.




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