Remuneração desigual

Em quatro dias, CEOs britânicos ganharam o equivalente ao que um trabalhador médio recebe em um ano

Governança Corporativa/Internacional / 11 de janeiro de 2019
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Remuneração desigual

Ilustração: Rodrigo Auada

Mal o ano começou e desigualdades gritantes de remuneração já aparecem. Nos primeiros quatro dias de 2019, um CEO de empresa listada no FTSE 100 da Bolsa de Valores de Londres recebeu, em média, o equivalente ao salário anual médio de um trabalhador comum do Reino Unido. De acordo com levantamento feito pelos think tanks Chartered Institute of Personnel & Development (CIPD) e High Pay Centre, os presidentes de companhias integrantes do índice recebem, em média, 133 vezes mais que seus empregados.

O trabalho mostra que a média salarial dos CEOs das companhias do FTSE 100 em 2018 atingiu 3,9 milhões de libras — 11% mais que em 2017 —, enquanto um britânico recebeu 29.574 libras no ano. Os pesquisadores dizem que a disparidade se sustenta nas crenças de que os executivos são dotados de grande talento e de que são disputados pelo mercado.

As organizações verificaram, entretanto, que cada vez mais acionistas têm buscado mudar essa cultura corporativa que permite que poucos diretores concentrem muitos recursos da companhia. Entre as possíveis soluções para o problema, os think tanks sugerem que os comitês de remuneração passem a ter mais diversidade étnica, de gênero e também de histórico profissional. Afirmam, ainda, que o sistema típico de bônus e incentivos de longo prazo deve ser substituído por modelos menos complexos, compostos de salários e remuneração baseada em ações.


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