Perigo da visão de curto prazo está nos guidances, avalia CII

Associação que representa investidores institucionais americanos discorda da ideia de que problema seria dos relatórios trimestrais 

Relações com Investidores/Internacional / 29 de março de 2019
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Perigo da visão de curto prazo está nos guidances, avalia CII

Ilustração: Rodrigo Auada

O Council of Institutional Investor (CII), associação que representa investidores institucionais dos Estados Unidos, não concorda com a visão de que os relatórios trimestrais possam levar empresas e investidores a se concentrar demais em aspectos de curto prazo. Mas os chamados guidances — projeções da diretoria a respeito do desempenho futuro da empresa — são sim perigosos. A opinião é uma resposta a uma consulta pública feita pela Securities and Exchange Commission (SEC), reguladora do mercado americano, sobre o tema.

O problema envolvendo a divulgação menos frequente de informações (por relatórios trimestrais) é que ela intensificaria a volatilidade dos preços das ações e direcionaria maior foco dos investidores a flutuações de curto prazo, já que eles passariam mais tempo tentando “adivinhar” como está o desempenho da empresa. O guidance, por sua vez, é bem diferente: tem caráter especulativo e preditivo.

A SEC pediu a participantes do mercado comentários sobre a exigência de divulgação trimestral do formulário conhecido como 10Q (informações financeiras não auditadas) e sugestões para aumentar a efetividade da transparência das empresas e facilitar a divulgação de informações sobre as companhias. Em agosto do ano passado, o presidente Donald Trump solicitou à SEC que estudasse a possibilidade de tornar as divulgações semestrais.


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