Investimentos alternativos voltam com força total em 2021, indica pesquisa

Otimismo é a palavra-chave para executivos de private equity, venture capital e hedge funds

Captação de recursos/Internacional / 16 de outubro de 2020
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Investimentos alternativos voltam com força total em 2021, indica pesquisa

74% dos entrevistados preveem uma recuperação total das negociações até o final do quarto trimestre de 2021 | Imagem: photoroyalty/ Freepik

A indústria americana especializada em investimentos alternativos está otimista com as perspectivas para o próximo ano. Pesquisa realizada pela EisnerAmper, uma das maiores firmas de auditoria dos Estados Unidos, indica que as negociações terão retornado aos níveis pré-coronavírus em outubro de 2021. Divulgado na quarta-feira 14 de outubro, o estudo ouviu 250 profissionais de investimentos alternativos como os de private equity, venture capital e hedge funds.

Os resultados mostram que 74% dos entrevistados preveem uma recuperação total das negociações até o final do quarto trimestre de 2021. Dois em cada cinco (41%) estimam uma recuperação ainda mais rápida, com um retorno forte no final do segundo trimestre do ano que vem. “A pesquisa revela uma perspectiva bastante otimista, mesmo com a incerteza persistindo em meio à próxima eleição presidencial [americana] e ao aumento dos casos de covid-19 em algumas regiões”, afirma Peter Cogan, sócio e diretor da Indústria de Serviços Financeiros da EisnerAmper.


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Recuperação pós-covid

Muitos profissionais do setor viram seus negócios serem completamente transformados pela crise causada pelo novo coronavírus: viagens foram canceladas, reuniões passaram a ser virtuais e o trabalho foi transferido para dentro de casa. Ainda assim, 80% dos executivos de private equity e venture capital disseram ter sido capazes de conduzir suas atividades de maneira satisfatória durante a pandemia. E, pensando em próximos passos, 73% veem potencial duradouro nos novos aspectos da “vida virtual”, como a redução da frequência das viagens de negócios e das reuniões de gerenciamento.

O otimismo prossegue em relação à força de trabalho: 56% planejam contratar nos próximos 12 meses. A maior parte pretende aumentar o time de operações (76%), enquanto outros 52% pensam em reforçar as equipes de investimentos. Segundo Cogan, o recrutamento de novos talentos é essencial para que os fundos enfrentem o imperativo de diversificação de suas carteiras.

A propósito, a pesquisa mostra que o principal desafio para as áreas de investimento privado é justamente encontrar negócios diversificados — ponto citado por 32% dos entrevistados. As flutuações na política comercial dos Estados Unidos (21%) e as preocupações com a segurança cibernética (19%) também foram mencionadas. Entre os setores que devem estar em alta, as apostas estão direcionadas para tecnologia e saúde.

Hedge funds

Especificamente para os fundos de hedge, o maior obstáculo é a adoção da inteligência artificial. Segundo o estudo, 87% dos entrevistados dizem que seus fundos não utilizam as ferramentas ligadas a essa tecnologia. Trata-se, porém, de outro aspecto que está sendo transformado pela pandemia. Os resultados indicam que 43% dos executivos de hedge funds estão considerando lançar produtos ou fundos que sigam uma estratégia diferente dos caminhos que eles têm adotado nos últimos seis meses — 14% deles, inclusive, já apresentaram alguma novidade nesse sentido durante a pandemia.


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Tags:  private equity venture capital hedge funds Coronavírus Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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