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Estudo questiona eficiência do “value investing”

Ilustração: Rodrigo Auada

Com a estratégia conhecida como “value investing” — numa definição simples, a compra de ações subvalorizadas e venda de ativos supervalorizados —, grandes nomes como Benjamin Graham (na teoria) e Warren Buffett (na prática) fizeram história. Apesar disso, ganharam corpo desde a crise de 2008 críticas a essa modalidade de atuação no mercado, reforçadas por um novo estudo segundo o qual o value investing não gera bons resultados desde o final dos anos 1980 — com a exceção de um curto período no início dos anos 2000.

Os pesquisadores Baruch Lev, da Universidade de Nova York, e Anup Srivastava, da Universidade de Calgary, no Canadá, afirmam que o value investig tem uma performance inconsistente há muitos anos por estar baseado nos preceitos errados. De acordo com o estudo, ao longo do tempo as empresas abertas passaram a investir cada vez mais em atividades que não eram contabilizadas nas demonstrações analisadas pelo value investing — os ativos chamados intangíveis. Assim, investimentos em pesquisa e desenvolvimento, tecnologia da informação, criação de marcas e recursos humanos deixaram de ser levados em conta, o que teria causado erros sistemáticos na identificação de valor das empresas. Os pesquisadores afirmam que a estratégia correta teria gerado retornos significativamente mais altos a partir do final dos anos 1980.


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