Bônus de executivos e regulação de consultorias de voto preocupam investidores institucionais

O Council of Institutional Investors (CII), associação que representa investidores institucionais americanos, manifestou-se recentemente sobre potenciais mudanças na regulação do mercado de capitais do país. O grupo sugeriu a implementação da seção 956 da Lei Dodd-Frank para aumentar o rigor na …

Seletas/Internacional/Edição 41 / 28 de julho de 2016
Por 


Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

O Council of Institutional Investors (CII), associação que representa investidores institucionais americanos, manifestou-se recentemente sobre potenciais mudanças na regulação do mercado de capitais do país. O grupo sugeriu a implementação da seção 956 da Lei Dodd-Frank para aumentar o rigor na elaboração, implementação e fiscalização do pagamento de remuneração variável a executivos de instituições financeiras. As medidas propostas pelo CII preveem, por exemplo, devoluções de remuneração e punições para os diretores em caso de assumirem riscos excessivos ou envolverem-se em práticas que gerem conflito de interesses.

A instituição também criticou a medida HR5311, analisada atualmente no Congresso. O projeto, conhecido como Corporate Governance Reform and Transparency Act of 2016, prevê uma regulação mais estrita das consultorias de recomendação de voto (mercado dominado pela ISS e pela Glass Lewis). As firmas deverão se registrar na Securities and Exchange Commission (SEC) e prestar uma série de informações ao regulador. Vão precisar, por exemplo, descrever a metodologia utilizada para as recomendações, garantir transparência sobre potenciais conflitos de interesses e mostrar que têm capacidade financeira e administrativa para prover recomendações consistentes baseadas em dados precisos. Para o CII, a proposta vai longe demais: pode enfraquecer a governança corporativa das companhias abertas americanas e incentivar as consultorias de voto a servir mais às companhias listadas que aos investidores que as contratam.

O CII argumenta ainda que a visão de que a ISS e Glass Lewis têm poder desproporcional na definição do destino das empresas listadas é “incorreta” — e cita um exemplo: em 2015, a ISS recomendou voto contrário ao programa de remuneração de 12% das empresas integrantes do índice Russell 3000; porém, houve rejeição em apenas 2,8% do total das companhias.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Básica

R$ 36 00

Mensal

Acesso Digital
-
Desconto de 10% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Completa

R$ 42 00

Mensal

Acesso Digital
Edição Impressa
Desconto de 10% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Corporativa

R$ 69 00

Mensal

Acesso Digital - 5 senhas
-
Desconto de 15% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Clube de conhecimento

R$ 89 00

Mensal

Acesso Digital - 5 senhas
-
Desconto de 20% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital | Acervo de Áudios



Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  Remuneração de executivos mercado de capitais regulação Glass Lewis consultoria de voto CII investidor institucional Council of Institutional Investors Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
CVM facilita aquisição de créditos de sociedades em recuperação judicial por FIDCs
Próxima matéria
“Anomalia do baixo risco é um fenômeno global”



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
CVM facilita aquisição de créditos de sociedades em recuperação judicial por FIDCs
Como parte de esforço no sentido de modernizar seus precedentes relacionados à securitização, a CVM recentemente...
{"cart_token":"","hash":"","cart_data":""}