Vale a pena melhorar a especialização em finanças do comitê de auditoria?

Governança / Edição 21 / 1 de maio de 2005
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Três pesquisadores da Universidade de Chicago mostraram que as empresas que aprimoraram a composição dos seus comitês de auditoria designando pessoas especializadas em finanças obtiveram um maior retorno para suas ações nos últimos anos nos Estados Unidos. Os acadêmicos desenvolveram um sistema de classificação para avaliar o expertise financeiro dos comitês de auditoria com base nas exigências da NYSE. O sistema consistiu em atribuir uma pontuação de um a quatro pontos para cada conselheiro do comitê, conforme o seu grau de conhecimento em finanças.

Os pesquisadores construíram um escore para os comitês de auditoria de 300 grandes empresas americanas listadas na Fortune 1000 para os anos de 1996, 2000 e 2004, levando em conta apenas as três maiores pontuações individuais de cada comitê. Não constataram mudanças no escore médio dos comitês de auditoria entre 1996 e 2000, mas verificaram um aumento significativo do escore entre 2000 e 2004 como decorrência das exigências da Lei Sarbanes-Oxley.

As empresas que obtiveram maior avanço no escore dos seus comitês de auditoria entre 2000 e 2004 tiveram um retorno anual das suas ações 4,6% maior do que as empresas que não aumentaram seus escores no período. Os autores também realizaram entrevistas com presidentes de comitês de auditoria e tiraram duas conclusões: 1) o expertise financeiro nem sempre significa expertise contábil; e 2) faltam processos formais para avaliar e melhorar sistematicamente o expertise financeiro dos seus comitês de auditoria ao longo do tempo.


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