Sucessão em empresa familiar é alvo de pesquisa

Governança / Edição 39 / 1 de novembro de 2006
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Recente estudo realizado por um grupo de pesquisadores dinamarqueses e americanos analisou os fatores que influenciam a preferência das famílias controladoras na hora de apontar o novo sucessor do negócio. Realizada com 5.334 eventos de sucessão na Dinamarca entre 1994 e 2002, incluindo empresas de capital aberto e fechado, a pesquisa observou que o sexo do primeiro filho do CEO em processo de saída é fortemente correlacionado com a decisão de apontar um membro da própria família para a presidência. Quando o primeiro filho é homem, ocorrem transições familiares no cargo de CEO em 39% dos casos, contra uma freqüência de apenas 29% quando o primeiro filho é mulher.

Na seqüência, o estudo verificou o impacto das sucessões dentro da família sobre o desempenho da empresa. Como resultado, observou-se que novos CEOs pertencentes às famílias controladoras causam um impacto negativo sobre o desempenho, com um declínio médio de 4% no retorno sobre os ativos (ROA) após as transições de comando. O impacto negativo dos sucessores da família sobre o desempenho se mostrou particularmente maior em empresas de setores de rápido crescimento e com exigência de mão de obra muito qualificada, onde as habilidades gerenciais são presumivelmente mais importantes. A pesquisa apontou ainda que as empresas menos rentáveis geridas por CEOs da família têm uma probabilidade maior de falirem ou serem liquidadas do que as companhias comparáveis dirigidas por CEOs de mercado.

Como resultado final, o estudo sugere que CEOs de mercado, chamados de profissionais, podem fornecer serviços extremamente valiosos para organizações de controle familiar. Sob uma perspectiva mais ampla, a constatação de que um novo CEO, quando da própria família, pode prejudicar o desempenho das empresas sugere que, em países com maior proporção de controle familiar (nos quais a gestão tende mais freqüentemente a passar pelas gerações de herdeiros), as empresas podem apresentar um resultado agregado pior em comparação com economias em que os ativos e a gestão são combinados de forma mais competitiva.

 


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