Saem as primeiras condenações de executivos da Parmalat

Governança / Edição 24 / 1 de agosto de 2005
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A temporada de julgamentos de executivos em 2005 não está restrita aos Estados Unidos, onde em julho foi confirmada a sentença de 25 anos de prisão para o ex-presidente da World- Com Bernard Ebbers. Na Itália, começaram os julgamentos dos envolvidos no caso Parmalat, que no final de 2003 sucumbiu após anunciar dívidas de 13 bilhões de euros não divulgadas nos seus balanços. No final de junho, um primeiro grupo de 11 pessoas foi condenado pela corte de Milão a penas de até dois anos e meio de prisão por manipulação de mercado e obstrução do trabalho dos reguladores.

Entre os condenados estão o irmão e o filho do fundador da companhia, Carlisto Tanzi, os três antigos diretores financeiros, auditores internos e membros do conselho de administração. Dentre os três ex-CFOs, inclui-se Fausto Tonna, considerado o arquiteto da complexa teia societária da companhia. Apesar da pena, nenhum dos condenados ficará preso. O motivo é que as sentenças foram resultado de um acordo de confissão de culpa com os promotores que, além de evitar novos julgamentos na corte de Milão, levou a penas mais leves a serem cumpridas com trabalhos sociais.

Os acusados ainda podem ser condenados pela corte de Parma, onde corre em paralelo uma ampla investigação conduzida por outra equipe de promotores. Esta investigação envolve dezenas de suspeitos com acusações de falência fraudulenta e pode resultar em sentenças mais severas. O segundo grupo a ser julgado envolve, além dos 16 ex-executivos, uma instituição financeira internacional e as duas antigas empresas de auditoria da companhia. As acusações são de manipulação de mercado e falsa auditoria.

Atualmente, a Parmalat se encontra sob administração pública. Até o final de agosto, seus credores irão votar uma proposta de conversão da dívida de 12 bilhões de euros em ações, base do plano de recuperação da companhia. Em caso de sucesso, a empresa manifestou a intenção de voltar a listar suas ações na bolsa de Milão ainda em 2005.


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