Estudo sugere que conselheiros difundiram fraudes

Governança / Edição 39 / 1 de novembro de 2006
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Desde o último mês de junho, o mercado corporativo norte-americano vem sofrendo mais um grave problema de governança corporativa: o “backdating” de planos de opções de ações, uma prática na qual as empresas retrocedem a data do exercício das suas opções — geralmente, para períodos em que as cotações estejam mínimas — de forma a maximizar a remuneração de seus altos executivos. Num estudo da The Corporate Library (TCL) foram encontradas evidências de que a prática de backdating pode ter sido difundida por meio de conselheiros que atuavam simultaneamente em diversos conselhos, em uma espécie de “boca a boca”.

Após a análise de 120 denúncias até o final de outubro, a pesquisa apontou que “as conexões entre empresas por meio de conselheiros comuns parecem ser o mais importante indicador de problemas de backdating das opções de ações”. O número de companhias envolvidas no escândalo saltou de 51, em junho, para 120 até o final de setembro.

Pesquisadores da Universidade de Michigan constataram ainda uma perda média de 8% no valor de mercado das 48 primeiras empresas investigadas (US$ 510 milhões por empresa) durante os 21 dias de divulgação dos problemas. De acordo com o estudo, os prejuízos foram muito maiores do que os ganhos dos executivos e conselheiros com o exercício das opções de ações indevidamente datadas (estimados em US$ 600 mil por empresa). O escândalo também vem causando uma série de demissões na alta gestão das companhias. De acordo com a revista The Economist, 34 altos executivos e conselheiros já foram demitidos ou afastados em função do escândalo até o final de outubro, a maior baixa já observada no mundo corporativo norte-americano em virtude de um problema de governança, incluindo os presidentes da UnitedHealth, McAfee e CNET Network.


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