Agências de rating explicam métodos de análise

Governança / Edição 24 / 1 de agosto de 2005
Por 


As práticas de governança se tornaram mais relevantes dentro do processo de avaliação das agências de rating de crédito após os escândalos corporativos dos últimos anos. Entretanto, para alguns agentes de mercado, ainda não está claro de que forma as questões de governança estão sendo consideradas por essas agências. A Associação dos Profissionais de Finanças (AFP) dos Estados Unidos solicitou à Securities and Exchange Commission (SEC) que as empresas reconhecidas pelo governo (Moody’s, Standard & Poor’s, Fitch e Dominion) divulgassem de forma mais clara como é feita a atribuição de notas paras as práticas de governança e como elas são levadas em consideração na determinação do risco de crédito.

Em resposta, as agências explicaram publicamente suas metodologias de avaliação. Segundo a Moody’s, a governança corporativa é um tema inserido dentro da sua análise de risco de gestão e avaliada com base em oito aspectos: independência do conselho, sistemas de remuneração dos conselheiros e executivos, planos de sucessão da gestão, divulgação das informações, estruturas reguladoras e legais, estrutura de propriedade, transparência do modelo da governança e direitos de voto dos acionistas. Já a Standard & Poor’s atribui notas de 1 (governança muito ruim) a 10 (excelentes práticas), com base em quatro mecanismos: estrutura de propriedade e influência dos stakeholders externos, relacionamento com investidores e seus direitos, transparência financeira e divulgação das informações, processos e estrutura do conselho.

A Fitch utiliza uma ferramenta que classifica as empresas a partir de cinco critérios: independência e qualidade do conselho, presença de transações entre partes relacionadas, integridade do processo de auditoria, sistema de remuneração dos executivos e diferentes estruturas de propriedade. Já a Dominion, mais nova empresa de rating reconhecida e aprovada pela SEC, afirma que não possui uma política escrita, mas que avalia os aspectos de governança no seu processo de rating há mais de 30 anos.


Quer continuar lendo?

Você já leu {{limit_offline}} conteúdo(s). Gostaria de ler mais {{limit_online}} gratuitamente?
Faça um cadastro!

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} reportagens gratuitas

Seja um assinante!

Você atingiu o limite de reportagens gratuitas. Que tal se tornar nosso assinante? Além do acesso ao mais especializado conteúdo do mercado de capitais, você terá descontos de até 30% em nossos encontros e cursos. Aproveite!


Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie

Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Saem as primeiras condenações de executivos da Parmalat
Próxima matéria
Estudo analisa tendência de unificação das classes de ações




Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Leia também
Saem as primeiras condenações de executivos da Parmalat
A temporada de julgamentos de executivos em 2005 não está restrita aos Estados Unidos, onde em julho foi confirmada a sentença...