Xadrez

A degradação de algumas companhias faz crescer os olhos de alguns investidores. Para eles, bem mais interessante do que avançar junto com a empresa é não deixar passar uma oportunidade única de ganhar — muito — dinheiro. O fascínio desses acionistas por barganhas faz surgir duelos eletrizantes, …

Seletas/Editorial/Edição 41 / 28 de julho de 2016
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A degradação de algumas companhias faz crescer os olhos de alguns investidores. Para eles, bem mais interessante do que avançar junto com a empresa é não deixar passar uma oportunidade única de ganhar — muito — dinheiro. O fascínio desses acionistas por barganhas faz surgir duelos eletrizantes, dignos de uma boa série de televisão. Nessas contendas, os dispositivos da Lei das S.As. são usados como armas que atiram contra o próprio fundamento da sua criação: o convívio em sociedade. Vale tudo para avançar casas no tabuleiro, destruir o inimigo e enfiar no bolso uma bolada. Nesta edição de SELETAS, acompanhamos o desenrolar de dois desses enredos: GWI contra os controladores da Saraiva e Nelson Tanure contra a Portugal Telecom — estes últimos, acionistas da Oi.

Também neste número, o colunista Eliseu Martins desmistifica as pedaladas contábeis. Velhas conhecidas das más práticas no manejo dos números, elas desembarcaram no noticiário nacional sob a condução dos administradores públicos. No espaço de artigos, Aurélio Valporto, investidor em ações, condena decisão judicial que extinguiu uma tentativa de ação civil pública contra as perdas causadas por Eike Batista. Embaralhando os riscos do mercado de ações com as chances de os investidores serem roubados, o juiz a cargo da decisão ceifou na raiz a possibilidade de os minoritários batalharem por seus direitos.

Nos Estados Unidos, as pequenas — mas influentes — consultorias de voto estão no alvo de uma lei em discussão no Congresso. O plano é dotá-las de mais responsabilidades para, dessa forma, legitimar o poder de indução que elas têm sobre os votos dos acionistas. Minoritários logo reagiram, afirmando que essa não é uma boa ideia. Com tantas obrigações regulatórias, as consultorias precisariam ganhar robustez econômica e, nesse caminho, poderiam perder sua independência. Os incentivos certos, como sempre, são os mais difíceis de se formular, mesmo em mercados mais maduros.




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