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Declínio de Wall Street, tributação de dados, manipulação de mercado e ineficiência do Estado

Na terça-feira, 4 de setembro, a Capital Aberto celebra seu aniversário de 15 anos. Nesse período, a sociedade e os negócios sofreram mudanças profundas — e o mercado acionário, claro, não passou incólume a essas transformações, como mostra a reportagem de Letícia Paiva. Em seu texto, ela analisa o decrescente apetite dos empresários por abrir capital nos Estados Unidos — berço das mais famosas bolsas de valores do mundo. De acordo com estudo do Credit Suisse, o saldo líquido de listagens nos EUA caiu 50% entre 1996 e 2016, depois de ter apresentado alta de mesma monta de 1976 a 1996. O resultado? Hoje existem menos empresas com ações negociadas do que há quatro décadas. Para entender as razões dessa queda, confira a reportagem “O declínio de Wall Street”.

Outro destaque desta edição é a coluna Opinião, escrita pela consultora Lisa Worcman. Ela explica, em seu texto, por que autoridades fiscais em todo mundo estão de olho na tributação do “petróleo do século 21”: a economia de dados. A discussão sobre a tributação ou não de transações em que dados são a remuneração oferecida para usufruto de serviços diversos, apesar de incipiente, já foi iniciada no exterior, com opiniões divergentes.

Igualmente polêmico é o tema da seção Antítese desta edição. Perguntamos a Otavio Yazbek, ex-diretor da CVM, e a Marcelo Cavali, juiz federal, sobre a necessidade de revisão da regra de manipulação de mercado da CVM, que data de 1979. Enquanto Yazbek defende que a norma permaneça como está — o desafio estaria na sua aplicação —, Cavali explica por que é preciso mudá-la.

Também vale a pena a leitura da coluna de Ana Siqueira. Em seu texto, a sócia da Maple Consultoria aborda o gigantismo e a ineficiência do Estado — e o que é preciso fazer para que se superar essas dificuldades.