Seletas   |   Editorial   |   Edição 30

Senso simples

Com o palco político transformado em picadeiro de circo, a semana foi pródiga em suscitar lembranças das regras mínimas dos acordos sociais. No plano nacional, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki afastou Eduardo Cunha da presidência da Câmara e do mandato como parlamentar …



Com o palco político transformado em picadeiro de circo, a semana foi pródiga em suscitar lembranças das regras mínimas dos acordos sociais. No plano nacional, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki afastou Eduardo Cunha da presidência da Câmara e do mandato como parlamentar argumentando que o fato de ter sido denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato é “um pejorativo que conspira contra a própria dignidade da instituição por ele liderada”. Juristas afiam justificativas empoladas para dizer se concordam ou não com o ministro. Mas para quem recorre ao senso simples parece não haver dúvida: Cunha tinha de sair.

Algo parecido fez a Comissão de Valores Mobiliários. A autarquia lembrou o então quase-presidente Michel Temer de que existem regras para a eleição de uma diretoria de companhia aberta, inclusive estatal. Não caberia a ele, por ideia própria ou troca de favores políticos, decidir quem ocupará o cargo. A CVM aproveitou o ensejo para advertir Temer de que são requisitos para um administrador ter reputação ilibada, não estar impedido por lei especial ou condenado por crime. Comentário oportuno para o caso de a vida prática tê-lo feito se esquecer disso.

Em sua coluna desta edição, Luiz Leonardo Cantidiano também aproveita para revisitar regras de eleição de mandatários. Nesse caso, refere-se de maneira implícita a queixas de acionistas minoritários sobre a assembleia da Vale e afirma que, basicamente, não há cadeira cativa para esses sócios nos conselhos de administração. Em uma narrativa da evolução das normas desde um decreto lei de 1940, o colunista descreve as únicas situações em que, a seu ver, a eleição é possível.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.
Quero me cadastrar!

Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui > 2

teste

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Acessar loja >




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  editorial simone azevedo impeachment Cenário político Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Divergências ameaçam unidade de código brasileiro de governança
Próxima matéria
Regras sobre a eleição de administradores de uma companhia



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





APROVEITE!

Adquira a Assinatura Superior por apenas R$ 0,90 no primeiro mês e tenha acesso ilimitado aos conteúdos no portal e no App.

Use o cupom 90centavos no carrinho.

A partir do 2º mês a parcela será de R$ 48,00.
Você pode cancelar a sua assinatura a qualquer momento.

Leia também
Divergências ameaçam unidade de código brasileiro de governança
Em agosto do ano passado, o GT Interagentes, grupo que reúne entidades do mercado de capitais do País, anunciou a criação...