Risco dobrado

Editorial | Semana de 17 a 21 de junho

Editorial / 14 de junho de 2019
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A necessidade de diversificação de ativos tem levado investidores — especialmente os que têm muito sangue frio — a alocar recursos num nicho de mercado que pode ser tão arriscado quanto recompensador: o de fundos de litígio, veículos que “escolhem” um dos lados de uma disputa comercial entre empresas de olho no ganho em uma eventual vitória na Justiça ou em procedimento arbitral. Eles arcam com as despesas envolvidas e ficam com um polpudo percentual da causa bem-sucedida; uma derrota, em contrapartida, significa desembolso de caixa, risco que deve ser muito bem calculado pelos gestores. Detalhes sobre o funcionamento desse mercado, ainda incipiente no Brasil, estão na reportagem de Letícia Paiva.

O debate em torno do que pode ser aprimorado no preenchimento e na entrega do Informe CBGC, passada a temporada de estreia do documento, também está nesta edição. Especialistas abordam os erros e acertos do primeiro ano, a importância de uma boa comunicação com o mercado e o aprendizado em termos de cultura corporativa que o novo documento envolve — o informe, observam, é uma valiosa ferramenta de autoconhecimento para as empresas.

Na seção Prateleira, Peter Jancso resenha o interessante relato de uma briga digna de nota: a que opôs os megainvestidores Carl Icahn e Bill Ackman, ícones do ativismo de acionistas. O palco da disputa, detalhada por Scott Wapner em When the Wolves Bite: Two Billionaires, One Company, and an Epic Wall Street Battle, foi a Herbalife. Já o colunista Gustavo Artese elenca algumas recomendações para as empresas brasileiras se adaptarem à Lei Geral de Proteção de Dados — diretriz importante, sem dúvida, mas ruidosa por ter chegado num modelo mais avançado do que a própria realidade brasileira quando se trata do mundo digital.




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