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Rampas de acesso

A tecnologia vem ampliando seu poder de sedução sobre a indústria de investimentos. Além das fintechs que emergem para ocupar espaços ignorados pelos bancos, casas voltadas ao nicho de alta renda abrem os olhos para as oportunidades de acesso criadas pelos meios digitais. Nesta semana, o BTG Pactual anunciou o lançamento de uma plataforma digital para levar ao varejo os produtos que costuma reservar aos clientes afortunados. Abriu a porta da sala da VIP.

Enquanto isso, empreendedores bons de matemática lançam robôs para indicar às pessoas físicas opções de investimento mais adequadas ao seu perfil de risco. Movidos por algoritmos, eles têm como diferenciais a precisão das máquinas e a ausência dos conflitos de interesse costumeiros dos gerentes de banco pilhados pelos incentivos da vez. Trata-se de uma onda jovem, mais democrática e barata, como mostra reportagem baseada no Grupo de Discussão sobre robo-advisors publicada nesta edição.

Na coluna de Raphael Martins, o tema é o acesso de investidores aos recursos judiciais de indenização conferido pelas chamadas class actions. Representadas no Brasil pelo instrumento da ação civil pública, elas enfrentam a restrição de estarem sob competência exclusiva do Ministério Público. Uma limitação infeliz, argumenta o colunista, dado o desinteresse do órgão pelas dores desse público.

Na coluna Na Web, a preocupação de uma fundação americana com o fato de apenas uma reduzida parcela das empresas investidas por fundos de venture capital nos Estados Unidos ter sido fundada por mulheres ou afroamericanos. Sua proposta é expor as histórias e virtudes de minorias empreendedoras, de modo a incentivar o investimento dos capitalistas de risco em seus negócios. Mais uma rampa de acesso bem-vinda.