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Perto do fim

2017 será um ano de finalizações para o atual presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A seis meses de encerrar o mandato, Leonardo Pereira elenca as prioridades que espera solucionar antes de passar o bastão. O intolerável teto para as multas aplicadas é uma delas, entre outras transmitidas em entrevista à jornalista Yuki Yokoi. Assuntos mais complexos como as ofertas 476 e a regulação de bolsas de valores também estão na agenda para este ano.

Enroscado com os minoritários, o principal acionista da Prumo sedimentou mais um capítulo em sua conturbada tentativa de fechar o capital. Dessa vez, sequer o banco que avaliou as ações a serem recompradas escapou ileso dos ataques. Os grandes acionistas da companhia de logística, como o Itaú Unibanco, tampouco. Sem meias palavras, o controlador disse o que tinha para dizer em fato relevante e impôs suas condições aos minoritários. Agora é aguardar a reação do outro lado.

A recorrente desavença entre os principais acionistas da Usiminas — Ternium e Nippon — também volta nesta edição. Frente à impossibilidade de um consenso sobre os indicados para pilotar a companhia, os japoneses propuseram um acordo para alternância de poder, mas os argentinos contra-atacaram com uma ideia mais ousada. Está com jeito de duelo para ver quem expulsa quem primeiro.

Em artigo para esta Seletas, Ana Novaes discorre sobre as contribuições da vívida experiência europeia com as ofertas públicas de aquisição de ações para a regulação do tema no Brasil. Os detalhes, como de costume, encobrem os maiores riscos de deslizes. Na sua coluna desta edição, Evandro Buccini articula sobre o elemento crucial para o Brasil voltar a crescer: produtividade. Sem ela, continuaremos no fim da fila.