Securitizadoras unidas

Editorial | Semana de 3/7 a 7/7



No conteúdo publicado pela Capital Aberto esta semana, a batalha das companhias securitizadoras para convencer a Comissão de Valores Mobiliários a poupá-las na nova norma planejada para os certificados de recebíveis do agronegócio (CRA). A autarquia quer que as prestadoras de serviços assumam a tarefa de cobrar eventuais créditos não pagos mesmo quando o patrimônio em separado não for suficiente para cobrir essa despesa. Unidas, as securitizadoras encaminham ao regulador uma proposta alternativa, como mostra a reportagem.

Em sua coluna, Eliseu Martins propõe uma nova perspectiva sobre os sistemas de tecnologia desenvolvidos para impedir a corrupção nas organizações. Essas soluções, ele alerta, podem estar surtindo efeitos contrários ao que se espera delas. No espaço de artigos, o advogado Romeu Amaral reflete sobre o contexto de uma recuperação judicial envolvendo companhia aberta. O que acontece se um diretor de relações com investidores se recusa a fornecer informações ao administrador judicial por considerar que elas colocam em risco os interesses da companhia?

Reportagem de Luciana Del Caro descreve os desafios de uma seara sedutora do universo da gestão de recursos: os chamados investimentos de paixão. Com raros exemplos no Brasil, eles unem o útil ao agradável ao entregar a perspectiva de um bom retorno financeiro conjugado com ativos venerados pelos cotistas. As problemáticas da precificação e da confirmação da autenticidade, entretanto, complicam um tanto as coisas.

Também nesta semana um panorama internacional sobre os cada vez mais polêmicos fundos de índice — os chamados ETFs. Inicialmente desenvolvidos para ser uma maneira simples e barata de investir, eles tornaram-se alvo da criatividade ilimitada dos negociadores de títulos e transformaram-se em combustíveis poderosos para a volatilidade dos mercados. Seus perigos potenciais estão detalhados na matéria de Agatha Caroni e Mario Garcia.

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