Demasiado humanos

Os investidores que buscam bons negócios, para além das ações, despendem muito tempo em conversas com os administradores e sócios das companhias. Não é à toa. Eles sabem que, antes do código de ética, da regulamentação e da lei, ou até mesmo dos balanços e das projeções de resultados, prevalecem as …



Os investidores que buscam bons negócios, para além das ações, despendem muito tempo em conversas com os administradores e sócios das companhias. Não é à toa. Eles sabem que, antes do código de ética, da regulamentação e da lei, ou até mesmo dos balanços e das projeções de resultados, prevalecem as pessoas, suas visões de mundo e seus interesses. São as atitudes delas que, afinal, escrevem a história das companhias — não seus discursos. Se os proprietários das empresas pertencem a grupos diversos, aí é bom redobrar o cuidado. Nesse caso, vale atentar não só à forma de cada sócio pensar e agir como à temperatura das relações entre eles.

O acervo de intempéries corporativas guarda inúmeros episódios em que sentimentos como desconfiança, cobiça e vaidade se sobrepõem ao bom senso e à razão. A reportagem de capa desta edição ilustra um deles. Nippon e Ternium, sócios da Usiminas, se estranhavam com discrição há pelo menos dois anos, desde que a segunda ingressou na siderúrgica. Após um lance em que o conglomerado japonês destituiu diretores apontados pelos argentinos, eles deflagraram suas desavenças sem pudor, valendo-se inclusive da mídia para dar publicidade a elas. Tomados pela raiva, deixaram a contenda macular o preço das ações na bolsa de valores e subtrair-lhes algo como R$ 50 milhões do patrimônio em poucas semanas. Descontentamentos com a redução de contratos de gordas cifras, dividendos não pagos, quebra de confiança e resultados aquém do esperado são algumas das razões para a fúria, como mostra a reportagem de Yuki Yokoi.

Para não falar apenas de desencontros, a CAPITAL ABERTO inaugurou em setembro mais uma plataforma de conhecimento para seus leitores: o Grupo de Discussão (GD). Baseados em reuniões sobre temas de interesse do mercado de capitais, os GDs se propõem a promover a troca de experiências e a estimular reflexões interessantes. O insumo valioso de ideias e informações gerado nas sessões dos grupos é depois aproveitado nos textos da publicação mensal, como vocês conferem nas reportagens sobre corporate venture e insider trading desta edição. Uma forma colaborativa de produzir jornalismo, que nos aproxima de nossas audiências. Esperamos que gostem.


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