Capitalismo consciente

Editorial | semana de 2/04 a 6/04

Editorial / 9 de abril de 2018
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O lucro a qualquer custo está cada vez mais démodé. Investidores e empreendedores querem continuar a ganhar dinheiro, claro, mas com respeito às pessoas e ao meio ambiente. Esse pensamento explica a disseminação do chamado capitalismo consciente, seguido, no Brasil, por empresas como Natura (produtora de cosméticos), Okena (especializada no tratamento de resíduos líquidos industriais) e Interface (fabricante de carpetes). Esta última, particularmente, tem como meta a eliminação de impactos ambientais negativos até 2020. Mas o que incentiva essas empresas a buscar uma atuação mais sustentável? O que elas ganham — ou esperam ganhar — com essa estratégia? Qual o papel do setor privado na transformação do modo de produção capitalista? Confira as respostas na reportagem de Felipe Faletti.

Mais um destaque desta edição é a coluna de Carlos Rebello, que trata das lições do caso Arcelor para a avaliação da OPA de transferência indireta de controle da CPFL Renováveis. Em seu texto, ele recorda que, quando o caso da Arcelor foi analisado, o então presidente da CVM listou importantes diretrizes para a atuação dos agentes de mercado e da própria autarquia em casos futuros. Sa área técnica considerasse essas diretrizes para nortear sua decisão para o caso da CPFL Renováveis, ressalta Rebello, “a história poderia ser diferente”.

Também vale a pena a leitura do artigo de Renata Simon, sócia do escritório Candido Martins Advogados. Ela observa que, nos últimos meses, três startups brasileiras — 99, PagSeguro e Nubank — passaram a valer um bilhão de dólares, tornando-se o que no jargão do Vale do Silício se conhece como unicórnio. Mas o que é preciso para o Brasil ter mais espécies desse tipo? Um passo importante, afirma Simon, seria o incentivo fiscal ao investimento-anjo no Brasil, seguindo o caminho de países como a Turquia — o país pulou da 32ª para 5ª posição no ranking dos mercados que mais recebem esse tipo de aporte na Europa depois de criar incentivos fiscais, conforme dados da European Trade Association for Business Angels.


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