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Ano de avanços

O Anuário de Governança Corporativa chega este ano à sua sétima edição, fruto de um trabalho meticuloso realizado pelos pesquisadores Pedro Henrique Barros e Victor Urano Braga. Apoiados em critérios estabelecidos pelo professor Alexandre Di Miceli, eles vasculharam durante meses os formulários de referência e websites das cem companhias mais líquidas da bolsa e preencheram os questionários que vocês conferem a partir da página 19. O resultado é um retrato das práticas adotadas por essas empresas em aspectos importantes aos investidores, como transparência, gestão de riscos, direitos dos acionistas, remuneração de executivos, entre outros.

As estatísticas revelam que as práticas de governança continuam evoluindo dentro das organizações. Chama a atenção, por exemplo, o avanço na quantidade de empresas que possuem um conselho fiscal. Na edição passada, eram 65%; neste ano, 73%. Além disso, mais companhias adotam um comitê formal para gerenciar seus riscos. Outra boa notícia é que, pela primeira vez, uma prática pesquisada pelo anuário conquistou 100% de adesão: todas as empresas divulgam uma política de negociação com ações de seus administradores. Neste ponto, uma ressalva: a divulgação não significa que as políticas estejam cumprindo o objetivo de impedir episódios de insider trading, como mostra reportagem de Danylo Martins.

Essas e outras descobertas você confere a seguir. Na edição deste ano, trazemos algumas estatísticas novas, como a quantidade de mulheres nos conselhos, as profissões mais usuais entre os membros dos board, o número de companhias que divulgam política de doações a companhas eleitorais e o percentual de empresas que pagam bônus, opções de ações e planos de ações à diretoria e aos conselheiros.