Alentos

Seletas / Editorial / Edição 68 / 3 de março de 2017
Por     /    Versão para impressão Versão para impressão


Esta Seletas chama a atenção dos empreendedores das startups brasileiras para duas boas notícias. Uma é o avanço consistente das captações com o chamado equity crowdfunding. A versão em ações do sistema de coleta de investimentos pela internet já coleciona números surpreendentes e histórias bem-sucedidas de capitalização tanto de negócios florescentes como de outros já estabelecidos. Em breve, os aportes feitos pelas plataformas deverão ser amparados por regulação específica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os atores do segmento brigam desde já por comandos mais flexíveis, mas tudo indica que o arcabouço de normas, ainda que longe de uma aprovação consensual, contribuirá para a segurança do financiamento coletivo.

A outra boa nova é descrita em artigo preparado pelo advogado Rodrigo Takano. Ele chama a atenção para a lei complementar que autorizou pequenas empresas enquadradas no Simples a receber aportes de capital dos fundos de capital semente e dos chamados investidores-anjo. A principal inovação está no fato de que eles não serão considerados sócios dessas empresas — o que os exime de riscos desestimulantes, como os trabalhistas.

O ânimo com a capitalização das empresas por investidores se estende ao universo das maiores. Em workshop promovido pela CAPITAL ABERTO na semana passada, coordenadores de emissões de renda variável e renda fixa realçaram a virada de expectativas. A combinação do enxugamento do crédito na praça — resultante tanto da nova dinâmica do BNDES quanto do encolhimento dos bancos — com a queda pronunciada da taxa de juros configura um bem-vindo alento para o mercado de capitais.

O colunista Eliseu Martins, por sua vez, fala sobre o novo parecer dos auditores independentes. O documento, ele afirma, desnuda informações relevantes para o mercado, mas tem o defeito de não se ater exclusivamente a elas, perdendo-se em outras bem menos essenciais. Ainda no campo da regulação, antecipamos uma parte da entrevista com o diretor da CVM Gustavo Borba, a ser publicada na edição bimestral de março/abril. À jornalista Yuki Yokoi o diretor explica o ponto de vista que sustenta os seus votos, percebidos como pouco ortodoxos.


Quer continuar lendo?

Você já leu {{limit_offline}} conteúdo(s). Gostaria de ler mais {{limit_online}} gratuitamente?
Faça um cadastro!

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} reportagens gratuitas

Seja um assinante!

Você atingiu o limite de reportagens gratuitas. Que tal se tornar nosso assinante? Além do acesso ao mais especializado conteúdo do mercado de capitais, você terá descontos de até 30% em nossos encontros e cursos. Aproveite!


Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  CVM CAPITAL ABERTO mercado de capitais crowdfunding editorial simone azevedo Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Racionalidade ilusória
Próxima matéria
Titãs das fusões




Recomendado para você




Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Leia também
Racionalidade ilusória
“O ‘hardware’ do ser humano, isto é, nossa capacidade de agir racionalmente, vem com defeito de fábrica.” Após...