Ajustes

Editorial/Edição 125 / 1 de janeiro de 2014
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O ano começa com a perspectiva de uma inércia desconcertante: tudo o que ninguém queria era que as coisas continuassem como estão, mas o horizonte revela um calendário sem espaço para reverter a pasmaceira do segundo semestre de 2013. Carnaval tardio, Copa do Mundo e eleições federais e estaduais preenchem grande parte do ano que sinaliza ser apenas o prolongamento indesejado de um clima insípido. Boa hora essa, talvez, para se ocupar em mexer nas engrenagens, ajustando-as para deslizarem suavemente quando os mercados voltarem a andar. O ano de 2015, afinal, é o que precisamos salvar; 2014 e sua inoperância já parecem dados.

Nesse sentido, esta edição traz algumas sugestões de parafusos a serem apertados. Tentativas bem-vindas de sofisticação da engenharia do mercado ainda emperram em determinados pontos e requerem uma observação atenta. A reforma das normas aplicáveis aos fundos de direitos creditórios (FIDCs), por exemplo, concebida para evitar conflitos de interesses e manobras traiçoeiras, acabou por retrair operações em decorrência dos custos amplificados.

Outro bom intento que empacou é a criação do Comitê de Aquisições e Fusões, tema da reportagem de capa. O órgão idealizado para moralizar as reestruturações societárias ainda não encontrou eco nas companhias, que veem pouco atrativo em alterar suas regras societárias e financiar a existência de um instituto que possivelmente nunca venham a utilizar. Também nesta edição tratamos de propostas para ajustes da instrução que regula as ofertas públicas, cujo desafio é atualizar-se para abrigar transações como as de crowdfunding e outras captações realizadas por empresas de médio e pequeno portes.

Importante tomar cuidado para, enquanto se ajusta a máquina, não ser influenciado pela letargia de um mercado que repousa à espera de tempos melhores. Quando as vacas estão magras, o risco é o medo preponderar sobre o propósito de nivelar por cima.


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