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Seletas / Editorial / Edição 77 / 5 de maio de 2017
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As novas tecnologias constroem acessos às informações e aos bons produtos. É o que vemos acontecer com a distribuição de investimentos, conforme mostra a reportagem de capa. Durante anos centrados em seus próprios portfólios, os bancos são agora impelidos pelos meios digitais a abrir uma carta variada de opções aos seus clientes, com a inclusão de produtos de terceiros. Bom para o aplicador.

A informação ao alcance do celular, entretanto, ainda é uma realidade distante em outras searas. Um exemplo disso é a opacidade das informações sobre as securitizadoras, detalhada em texto de Flavia Palacios publicado nesta edição. Com o status de companhias abertas, elas deveriam informar mais sobre seus negócios e os papéis que emitem. Outro indicador é um estudo da Amec sobre como o acesso às listas de acionistas é tratado em outros países. Mais abertas que a nossa, as demais jurisdições elencadas pela associação divergem da análise restritiva do tema feita pelo colegiado da CVM há alguns anos.

Bloqueios na pista que separa os investidores da gestão das companhias também estão sendo impostos nos Estados Unidos. A Financial Choice Act, concebida para revogar medidas da Dodd-Frank, quer limitar a inclusão de propostas para votação em assembleia aos acionistas que detenham 1% do capital, como reportado na seção Notas Internacionais. Se emplacar, será uma mudança e tanto.

Em sua coluna, o professor Eliseu Martins ilumina um tema que parece claro, mas não é: o pagamento de impostos sobre ganho de capital. Sem a correção monetária dos bens, ele observa, o Leão está mordendo não apenas a renda do aplicador, mas também o seu patrimônio.

P.S.: Leitor, nos próximos dias lançaremos uma nova versão do aplicativo de leitura para smartphones e tablets. Com funções exclusivas, ele permitirá ler off-line, salvar e catalogar textos, escolher filtros diversos e compartilhar conteúdo, entre outras interações. Basta atualizar ou fazer o download nas lojas da Apple ou do Google. Com o novo app, todo o conteúdo da CAPITAL ABERTO passará a ser publicado originalmente nas plataformas digitais.



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Tags:  Dividendos Securitização tecnologia editorial simone azevedo

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