Sim – O cenário brasileiro atual lembra o dos EUA na década de 70

Antítese/Edição 130 / 1 de junho de 2014
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O Brasil é o país com o maior potencial de crescimento nas Américas. Nenhuma outra nação no hemisfério tem a combinação de democracia, recursos naturais e grande população com capacidade de expansão econômica como o Brasil. O pessimismo do mercado é natural nesse momento, porém um tanto exacerbado, principalmente para aqueles que vislumbram um horizonte mais à frente. Atualmente, a frase que mais se ouve de investidores americanos e europeus é que “não dá para investir no Brasil”. Não se pode negar que a maior economia da América do Sul decepcionou. E até se pode argumentar que não soube aproveitar como poderia os fortes ventos que sopraram a seu favor nos últimos dez anos. Mas descartar completamente o País parece exagerado.

Essa falta de confiança cria um ciclo vicioso: aumenta o custo de capital e gera pessimismo. O custo de capital elevado, por sua vez, impede todo o Brasil de avançar. E essa percepção precisa ser modificada. Só assim o País conseguirá ter um fluxo maior de dinheiro do exterior, mais demanda por investimentos, taxas de juros menores e custo de capital inferior.

O mercado de capitais está obcecado com cada pesquisa eleitoral. O fato é que os três candidatos — Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos — podem fazer bem para o Brasil, mas com ritmos diferentes. O cenário brasileiro, hoje, lembra muito o dos Estados Unidos na década de 70. Naquela época, os juros e a inflação eram altos e havia corrupção no governo. Foi então que o presidente do Federal Reserve, Paul Volcker, virou o jogo. Provocou o que os americanos chamam de “Morning in America”, considerada uma nova fase da economia americana. Mesmo sem possuir o mesmo patamar de educação e infraestrutura dos Estados Unidos, onde a democracia vigora há 237 anos, o Brasil tem todos os componentes da fórmula para crescer e alcançar novos patamares.

Está na hora de o governo brasileiro fazer os investimentos “simples”. Aqueles mais óbvios e que trarão retorno acelerado, como, por exemplo, as obras de infraestrutura. O País tem toda condição de, em uma década, possuir estradas e aeroportos de alto padrão. Não pode deixar de exportar por culpa de gargalos em portos e ferrovias. É claro que alcançar esses objetivos não será fácil. Mas parece que a população já mostrou qual rumo quer que seja tomado, independentemente de bandeiras políticas.

O segundo passo, que deve ser explorado junto do primeiro, é, sem dúvida, muito mais complicado, mas não inatingível: baseia-se no tripé saúde, segurança e educação. Esses três pilares devem ser atendidos e com eles virá maior produtividade e bem estar da população, essenciais em uma sociedade desenvolvida.

A desaceleração que aconteceu nos últimos quatro anos no Brasil foi uma pausa e não uma reversão. Acreditar que o País possa virar uma nova Argentina é incompatível com a realidade brasileira. As instituições locais são fortes e evitam que isso aconteça. A composição da dívida e a intolerância do povo brasileiro com uma inflação alta também os protegem de um fim parecido com o de seus vizinhos.

O momento do pessimismo já passou. Precisou-se de muita coragem para trazer a democracia a este País. Então, não devemos ter dúvidas de que pode existir coragem para o Brasil tomar a rota certa na economia.

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