Pronta para zarpar (Prumo Logística)

Início das atividades portuárias e renegociação de dívidas impulsionam ações

Alta & Baixa / Companhias abertas / Edição 145 / 1 de setembro de 2015
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A Prumo Logística — antiga LLX, empresa de Eike Batista — passa por um momento de valorização consistente das ações. No intervalo de 20 de fevereiro a 20 de agosto deste ano, seus papéis acumularam alta de 127,59%. A Prumo é responsável pelo desenvolvimento e pela operação do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), um complexo com dois terminais, 17 km de cais e 90 Km² de área destinados a escoar commodities como minério de ferro, bauxita e petróleo.

A companhia apresentou Ebitda positivo nos últimos três trimestres. Entre abril e junho de 2015, esse indicador alcançou R$ 43 milhões, o melhor número desde que começou a operar. A receita líquida consolidada atingiu R$ 88,2 milhões, salto de 363% em comparação com igual período do
ano passado.

Os aumentos de receita e lucro decorrem dos contratos assinados ao longo de 2014 e no início de 2015. Um deles foi firmado com a Anglo American para transporte de cargas de minério de ferro, cujos embarques começaram em outubro de 2014, quando o porto iniciou suas operações.

Na avaliação de Eugênio Figueiredo, diretor financeiro e de RI da Prumo, o bom momento reflete o trabalho feito ao longo dos últimos dois anos pelo novo controlador, o fundo americano de private equity EIG, hoje dono de 74,3% da companhia. “Com a entrada em operação dos terminais para escoamento de minério de ferro e bauxita, os receios do mercado em relação ao Porto do Açu estão acabando”, afirma Figueiredo.

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O valor do papel também refletiu a negociação da Prumo com bancos credores para alongar o perfil da dívida. Foram assinados acordos com o Bradesco e o Santander para repasses de empréstimos do BNDES de cerca de R$ 2,3 bilhões. Há ainda R$ 500 milhões a serem transferidos por um terceiro agente financeiro, totalizando 18 anos de crédito. “Com essa renegociação, nossa dívida deixa de ser de curto prazo e passa a ser mais condizente com a maturação do negócio, de longo prazo”, explica Figueiredo.

Apesar das boas notícias, o preço da ação da Prumo fechou, em 30 de junho de 2015, a R$ 0,79, cotação inferior ao valor patrimonial consolidado da companhia na mesma data, de R$ 0,97 por ação. A expectativa, no entanto, é uma reversão desse quadro no médio prazo. O setor de infraestrutura portuária, afinal, é considerado prioritário para a recuperação da economia brasileira. “As ações tendem a expressar os avanços da companhia e a recuperação da sua credibilidade”, observa Francisco D’Orto Neto, gerente de finanças corporativas da consultoria Crowe Horwath.


A escolha das companhias para esta seção é feita a partir de um levantamento da Economática com a oscilação e o volume negociado mensalmente por ações que possuem giro mínimo de R$ 1 milhão por dia. A partir daí, são escolhidas aquelas que se destacam pelas variações positivas e negativas nos últimos seis meses.




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