Pesquisar

|

|

Pesquisar
Close this search box.
ETF de Ether mostra maior disposição para regulação de cripto em meio à eleição dos EUA
Especialistas acreditam que disputa pelo eleitorado voltado às criptomoedas fez o governo americano repensar a estratégia e dar um alívio regulatório
Theodoro Fleury - gestor e diretor de investimentos da QR Asset
Theodoro Fleury – gestor e diretor de investimentos da QR Asset

A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) aprovou na quinta-feira (23) o lançamento dos ETFs (Fundos de Índice) de Ether (ETH) spot, a segunda maior criptomoeda do mundo, atrás apenas do Bitcoin, após uma probabilidade inicial de apenas 25% de aprovação. Segundo os especialistas consultados, a disputa presidencial nos EUA teve certo peso na decisão, uma vez que o ex-presidente Donald Trump anunciou publicamente apoio às criptomoedas, buscando atrair o eleitorado interessado em meio os vetos dos democratas.

O acontecimento é marcante para o mercado cripto, que caminha para uma institucionalização e passa a ter, pouco a pouco, o “carimbo” do mercado tradicional. O evento ocorre alguns meses após os primeiros ETFs de bitcoin, que abriram para o mercado institucional americano a possibilidade de investir em criptoativos. 


Saiba como evitar manipulação e insider trading no curso Enforcement no Mercado de Capitais


“O investidor institucional, fundos de pensão, grandes fundos de investimento, todos esses fundos americanos precisam de uma certeza regulatória, segurança jurídica, para poder investir em ativos de modo geral. O fundo dificilmente ia poder comprar Bitcoin P2P (pessoa para pessoa), às vezes, até mesmo em exchange de criptoativos. Tem que ter um instrumento regulamentado, com garantias”, diz Rony Szuster, analista de Research do MB

O Mercado Bitcoin (MB) vê um enorme potencial de entrada de capital nesses fundos, embora um pouco menor do que os ETFs de Bitcoin, criptoativo que chama mais atenção do mercado. “Também se espera uma entrada bem forte de capital nesses ETFs de ETH, assim que eles começarem a ser negociados e, obviamente, ao longo de um certo tempo. Isso é muito positivo”, aponta Szuster.

As perspectivas dos especialistas são de um aumento nas negociações do ativo globalmente. Aqui, embora o Brasil já possua ETFs de ETH spot desde 2021, os produtos ligados a essa cripto estavam sendo preteridos pelos veículos de bitcoin, tendo volume de negociação significativamente inferior, o que deve mudar a partir de agora.

“Acreditamos que a aprovação de um ETF do ativo nos EUA possa chamar a atenção de investidores ao redor do mundo, e renovar o interesse por produtos já existentes ligados ao ecossistema do Ethereum”, explica Theodoro Fleury, gestor e diretor de investimentos da QR Asset, responsável pelo primeiro ETF de Ether spot no Brasil.

Para Fleury, a aprovação do ETF de ETH é um catalisador para ampliar a aceitação de outros criptoativos além do bitcoin, o que dá mais força a setores importantes do ecossistema, além de influenciar positivamente todos os protocolos com relação direta com o token, como os de liquid staking, por exemplo. “Com isso, o mercado prevê uma escalada na adoção do segundo maior ativo digital, assim como aconteceu com o bitcoin, que continua ganhando espaço tanto entre investidores institucionais quanto de varejo.”

Segundo o gestor, o acontecimento indica que os criptoativos estão caminhando para uma maior institucionalização, o que é evidenciado pelo fato de grandes empresas como BlackRock, Fidelity e Franklin Templeton terem feito o movimento em direção aos ETFs de Ethereum.

Rumo à institucionalização

Curiosamente, prevendo uma possibilidade de aprovação de 25%, os principais analistas de ETF da Bloomberg, James Seypart e Eric Balchunas, mudaram de posição para 75%. Pouco depois disso, veio a decisão efetiva da SEC.

“A principal discussão era se o Ether era uma commodity ou uma security. Eles achavam que poderia ter algum tipo de impasse em relação a isso e que esses pedidos não seriam aprovados de primeira. O que aconteceu foi uma mudança de direção. Acreditamos aqui isso se deveu muito por causa das eleições de novembro nos Estados Unidos. A gente está vendo o Trump, por exemplo, buscando atrair esse eleitor americano que se importa com o cripto, investidor de cripto”, conta Szuster.

Além disso, as gestoras acabaram tirando o Ether em staking, que funciona de forma similar como os bancos pagam juros aos clientes que depositam dinheiro em suas contas poupança, desse produto, o que também pode ter contribuído para a SEC definir que o Ether, sem estar em staking, seria uma commodity e possa ter influenciado a mudança de opinião da instituição.

Axel Blikstad, CEO da BLP Crypto, disse que os dias antes da aprovação foram uns dos mais importantes da história do mercado de criptoativos na questão regulatória nos EUA. Antecedendo o ETF de ETH e abrindo caminho para a aprovação, houve um embate entre a SEC e o Congresso dos EUA sobre a custódia de criptoativos por bancos tradicionais.

Enquanto a SEC foi contra instituições como Bank of America, Trade Bank of New York, Goldman Sachs e Morgan Stanley custodiarem esses ativos, o Congresso e o Senado foram a favor. Nesse meio tempo, começaram rumores que a SEC pediu documentos sobre a aprovação do ETF de ETH. “Isso, na segunda, fica muito mais quente, porque os dois analistas de ETFs da Bloomberg, os mesmos que estavam fazendo todas as análises do bitcoin, fizeram um tweet no X falando que passaram a olhar uma aprovação de 25% para 75%, ou seja, triplicou a chance”, comenta Blikstad.

De acordo com o CEO da BLP Crypto, o mais importante de tudo é a mudança da Casa Branca, que começou a ficar preocupada com os ativos digitais e passou a abrir uma margem razoável na eleição presidencial do final do ano. “Essa é a semana mais importante, na história de 15 anos desse mercado, referente à regulamentação, que é a locomotiva financeira do mundo. Agora tudo indica que os democratas não vão ser contra, como eram no passado. Inclusive, já aprovaram o FIT21 (Lei de Inovação e Tecnologia Financeira para o Século 21) essa semana. Basicamente, a regulamentação de ativos digitais, que estava na prateleira há muito tempo, e, de repente, aprovaram muito rapidamente, com uma boa margem de vitória”.


Para continuar lendo, cadastre-se!
E ganhe acesso gratuito
a 3 conteúdos mensalmente.


Ou assine a partir de R$ 34,40/mês!
Você terá acesso permanente
e ilimitado ao portal, além de descontos
especiais em cursos e webinars.


Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o limite de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês.

Faça agora uma assinatura e tenha acesso ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais


Ja é assinante? Clique aqui

Acompanhe a newsletter

Leia também

mais
conteúdos

APROVEITE!

Adquira a Assinatura Superior por apenas R$ 0,90 no primeiro mês e tenha acesso ilimitado aos conteúdos no portal e no App.

Use o cupom 90centavos no carrinho.

A partir do 2º mês a parcela será de R$ 48,00.
Você pode cancelar a sua assinatura a qualquer momento.