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Avanço da tokenização esbarra em falta de regulação
Para executivas da ABToken e Inovabra Bradesco, embora o segmento atraia diversos setores e a tecnologia permita o grande impulsionador vai ser o regulador
Créditos: Febraban Tech 2024
Créditos: Febraban Tech 2024

A tokenização, um dos temas mais discutidos atualmente no mercado, tem ido além do mercado financeiro e sido adotada por diversos setores e segmentos. A utilização da tecnologia acelera os processos e traz transparência, além de permitir o ganho de performance. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer no sentido regulatório.

Para Regina Pedroso, diretora-executiva ABToken e CEO do lusto, o surgimento do Drex também é um grande impulsionador do mercado. “Trouxe desde o ano passado uma nova dinâmica e acelerou vários modelos de negócios que utilizam tecnologia e tokenização”, disse durante painel do Febraban Tech nesta quinta-feira (27). A diretora ressalta, no entanto, que há desafios para o desenvolvimento da tokenização, como o cenário regulatório, e a educação, tanto financeira quanto no sentido da tomada de decisão em relação à tecnologia, “Mas o cenário em geral é positivo”, diz Regina.


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Renata Petrovic, superintendente do Inovabra Bradesco, ressalta que a rastreabilidade que os tokens permitem é um ponto positivo para atrair diferentes segmentos. “Essa característica traz muita oportunidade porque traz a possibilidade de programar as operações. Trazendo para o mercado financeiro, os conceitos podem revolucionar, por exemplo, o mercado de crédito”, diz Renata também durante o painel. “Tem como efetivar garantia e termos processos mais fáceis de recuperação de crédito. Todo o mercado de recebíveis vai poder ser tokenizado.”

A executiva do Inovabra Bradesco aponta que os desafios para o segmento são muitos e é preciso habilitar toda uma nova estrutura para os bancos tradicionais. “Temos que garantir que aconteça no mundo digital, mas também no tradicional.”

Além do mercado financeiro

O processo de conversão de ativos físicos ou digitais em representações digitais, os tokens, vem se expandindo para além do mercado financeiro tradicional, alcançando diversos setores e abrindo um leque de novas possibilidades.

Para Flavio Scarpelli, head de Operações da Vórtx QR Tokenizadora, no momento atual todos estão olhando a tokenização, muito se focando em tokenizar ativos, ou no mercado financeiro, mas a aplicabilidade da tecnologia que sustenta a tokenização vai muito além.

“Se a gente pensasse em 10 anos para frente, ela [tokenização] consegue controlar a relação entre partes. Tudo que demanda controle de quem tem direitos, obrigações e direitos, acredito que de alguma forma a tecnologia pode agregar muito numa evolução”, comenta Scarpelli, em entrevista à Capital Aberto. “Sobre a tokenização no modelo tradicional, acredito que vai existir por um período de transição, mas no momento que a economia como um todo estiver desmaterializada, a relação entre partes já vai ser iniciada digitalmente pela tecnologia que sustenta a tokenização e dali para frente não vai mais existir o modelo tradicional que estamos acostumados a ver.”

Dando um exemplo sobre o cartório de registro de imóveis, que registra tudo em um livro, se o imóvel já nascesse registrado eletronicamente na tecnologia que sustenta o token, o cartório funcionaria como um gatekeeper de controle, daquele efeito de registro, mas nunca mais do modelo tradicional, e sim do modelo 100% digital, comenta o head de operações. “E se expandir daí para frente, qualquer relação entre partes, duas partes, uma vez nascendo 100% digital, ou quando eu digo digital é tokenizada, ou sob a tecnologia da blockchain, a forma de se fazer as coisas vai mudar completamente”, opina Scarpelli.

As executivas da ABToken e do Inovabra Bradesco mencionam iniciativas como a tokenização de precatórios, de home equity, até de músicas e o crescente envolvimento do agronegócio no segmento. “Vemos no mercado de agro a tokenização se desenvolvendo muito, como a tokenização de commodities”, comenta Renata, do Bradesco, citando a tokenização de safras de soja e até do gado, que além do benefício de ser usada como garantia, tem a rastreabilidade dos animais como vantagem embutida.

A tokenização encurta processos e libera valor de toda a cadeia, além de ser uma tecnologia interessante para o mercado como todo. No entanto, para o segmento avançar, é necessário focar no desenvolvimento do cenário regulatório. Regina, da ABToken, comenta que 2024 é o momento de investir, testar, e colocar novos produtos para rodar porque haverá uma mudança em 2025. No 2º semestre de 2024, haverá a segunda parte da consulta pública do Banco Central a respeito do tema e, por outro lado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também tem trabalhado para viabilizar o fomento e a segurança desse mercado. 

“Aposta grande é de um cenário completamente diferente em 2025, mais célere e mais positivo. Em 2024, esse é o momento em que as empresas, os líderes, têm que adotar tecnologia e testar. As apostas são várias. A gente aposta que o mercado imobiliário se desenvolva também, porque é um potencial de milhões de dólares em valor de solução”, opina Regina. “Então queremos muito e estamos trabalhando muito internamente na ABToken para essa tokenização imobiliária, e aposto muito também nos ativos verdes e na regulação de crédito de carbono, que vai trazer um impacto para o país como um todo.” 

Segundo as executivas, o que fará diferença no mercado é a posição do regulador. “O grande impulsionador vai ser o regulador, quanto mais segurança regulatória tiver, mais vai se expandir”, aponta Renata, do Bradesco.


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