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Powell reforça necessidade de mais confiança para cortar juros; Campos Neto vê BC coerente
Para o presidente do Fed, como a economia dos EUA e o mercado de trabalho estão fortes, a autoridade tem tempo para diminuir as taxas do jeito certo
Christine Lagarde e Jerome Powell no Fórum do BCE
Fonte: BCE
Christine Lagarde e Jerome Powell no Fórum do BCE
Fonte: BCE

Durante um fórum organizado pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco de Portugal, o presidente do Federal Reserve (Fed) Jerome Powell, afirmou ser necessário mais evidências de queda na inflação antes do corte de juros. Por outro lado, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, também presente no evento, ressaltou a tecnicidade das últimas decisões da autoridade monetária.  

Na visão de Powell, que tinha a fala mais aguardada no evento, o Fed já fez bastante progresso para trazer à inflação de volta ao nosso objetivo. “Queremos que esse processo continue. A última leitura e a anterior, sugerem que estamos voltando a um caminho desinflacionário. Queremos ter mais confiança que a inflação está se movendo sustentavelmente em direção ao 2% antes de começarmos o processo de redução. Gostaríamos de ver mais dados como o que vimos recentemente”.

No discurso, Powell ressaltou ainda ser preciso entender se os níveis de inflação vistos nas despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) são uma leitura verdadeira sobre o que está acontecendo. “Como dissemos na última parte do ano, as pessoas disseram que precisavam declarar vitória, que era o fim, aí tivemos um trimestre de inflação que estava bem acima de 3%. Então, queremos ser mais confiantes. E, francamente, como a economia dos EUA e o mercado de trabalho são fortes, temos a capacidade de tomar nosso tempo e fazer isso certo”.

Indagado sobre um possível corte de juros em setembro, o presidente do Fed preferiu não se manifestar.

A fala do banqueiro brasileiro

Em sua fala, Campos Neto respondeu sobre os ataques proferidos a ele pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sua avaliação, é necessário que o BC saia da arena política e foque apenas no lado técnico. “Eu acho que o que nós fizemos é uma prova viva de que tudo que foi feito foi muito técnico”, disse o presidente do BC, se referindo ao aumento das taxas de juros durante a eleição de 2022.

Em relação ao novo presidente do BC e às preocupações sobre a independência da autoridade monetária brasileira, Campos Neto manteve um tom de pouca preocupação.

“Há, na verdade, um prêmio de risco na curva, e eu acho que ele tem sido elevado nas últimas semanas, em relação à incerteza sobre o que acontece quando a próxima liderança ou a próxima equipe acontece. Mas isso, no Brasil, é feito muito lentamente porque o presidente pode mudar dois diretores por ano, e nós temos oito diretores, mais o presidente. Então, agora, nós temos quatro diretores que foram apoiados pelo governo atual. E a última decisão monetária, foi unânime”, apontou.

Durante o discurso, o presidente do BC explicou ainda que as últimas decisões de política monetária, inclusive, provaram que o grupo é muito coerente em tentar encontrar a solução técnica para o país. “Entendo que há um prêmio de risco e há sempre essa incerteza, mas o grupo que temos, que é composto de oito diretores, mais um governo, votou em unanimidade, entendendo que isso era o melhor para o país naquela época”.

Campos Neto também ressaltou estar confiante de que o trabalho do BC continue técnico. “Quando olhamos para a inflação esperada hoje, tem uma desconexão com a inflação atual e com os fundamentos que nós temos no Brasil. Então, estou confiante de que a inflação futura será menor do que a inflação esperada. Em outras palavras, acho que o que o mercado está precificando hoje não está em sincronia com a realidade.”


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