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Inflação estável em maio reacende a possibilidade de corte de juros em setembro nos EUA
Mesmo que o dado seja um bom indicativo para o Fed, setores como o imobiliário e saúde ainda pressionam o CPI, o que atesta que a trajetória para a meta de 2% ainda será longa
inflação, Inflação estável em maio reacende a possibilidade de corte de juros em setembro nos EUA, Capital Aberto

A inflação americana estável em maio reacende a possibilidade de o Federal Reserve (Fed) iniciar o corte de juros na reunião de setembro, já que há uma sequência de notícias positivas em relação ao dado, indicando que o processo de desinflação está em curso na principal economia do mundo.

Dados da plataforma CME Group, por exemplo, apontavam logo após a divulgação do indicador que o mercado passou a precificar 60,8% de chances de o Fed iniciar um corte de 0,25 ponto percentual (p.p) nas taxas em setembro. Por outro lado, 25,9% veem uma probabilidade de os juros permanecerem na faixa 5,25% a 5,5%.

No mês passado, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou estável após avanço de 0,3% em abril, abaixo do consenso do mercado, que esperava uma alta de 0,1%. Na base anual, o indicador subiu 3,3%, abaixo dos 3,4% registrados em abril. Já o núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% em maio na comparação mensal, abaixo dos 0,3% vistos no mês imediatamente anterior.

No entanto, mesmo que o dado seja um bom indicativo para o Fed, setores como o imobiliário e saúde ainda pressionam a inflação, o que atesta que a trajetória para a meta de 2% ainda será longa.

“Esta é a segunda leitura consecutiva melhor do que o esperado, o que indica que o aumento observado no início do ano foi mais cíclico do que generalizado”, diz Thomas Monteiro, estrategista-chefe do Investing.com.

Diante disso, considerando a leitura atual no contexto de outros dados macroeconômicos, particularmente do crescimento econômico, Monteiro ressalta que fica claro que o foco do Fed pode mudar da inflação para o combate a uma desaceleração econômica mais ampla.

Na visão do economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, a inflação no geral veio relativamente boa, mas ainda dá a ideia de que a trajetória será muito lenta para atingir a meta. “(O dado) abre espaço para uma eventual queda de juros no final do ano, talvez não setembro, por conta da proximidade da eleição, mas é uma inflação que vem no sentido que a gente tem visto desde o ano passado, muito lentamente, muito gradualmente, cedendo, desacelerando”.

Embora o cenário se mostre mais favorável para o Fed neste momento, o economista-chefe da MB Associados afirma que ainda não resolve todos os problemas da inflação e dos juros nos EUA, principalmente por conta da proximidade das eleições presidenciais.

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