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Falta de clareza sobre meta fiscal tem impactado inflação e juros, diz economista do BTG
Na visão de Mansueto Almeida, o juro alto tem prejudicado a Bolsa e os M&A, mesmo com o valor dos ativos descontado
Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG. Crédito: Estúdio Tramma
Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG.
Crédito: Estúdio Tramma

Apesar do cenário econômico mundial apertado, os investimentos no Brasil têm sido prejudicados pela falta de clareza do governo sobre a meta fiscal, o que tem impactado a inflação e os juros de longo prazo.

Na avaliação do economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, o juro alto é ruim para Bolsa e para as fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), mesmo com o valor dos ativos descontado. “Como mudar? Precisa vir um sinal positivo do governo dizendo que vai segurar os gastos no limite de 2,5%”.

Atualmente, a tese no mercado é de que o governo vai mudar a meta fiscal, ou seja, vai reduzir a diferença entre as receitas e as despesas. Tanto é verdade que, em abril, o governo anunciou, por meio das Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, que vai reduzir as metas de superávit primário para as contas públicas nos próximos anos.

Na visão do governo, antes prevista para 2025, agora a expectativa é de superávit nas contas apenas em 2026. Na prática, a iniciativa facilita a realização de mais gastos públicos em 2024 e 2025. No entanto, Almeida ressalta que o governo não terá vida fácil no Congresso.

“(O governo) precisa controlar o crescimento da dívida. Dá para fazer isso com carga tributária? Não dá. A situação é controlar os gastos públicos. A saída é o governo dizer que vai segurar as despesas. A ala política precisa dizer isso. O governo não tem condições políticas de aumentar a carga tributária. O Congresso vai dar um freio no governo”, afirmou o economista, durante participação no Congresso ABVCAP.

Segundo Almeida, a meta fiscal tem impactado a inflação e os juros no longo prazo, por isso a iniciativa de mudança da meta deve acontecer no segundo semestre do ano. Entretanto, o economista do BTG ressalta que as pessoas duvidam da credibilidade do governo de que vai cumprir as promessas.

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