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Em votação unânime, Copom mantém Selic em 10,50% e reforça cautela com cenário externo
Decisão veio em linha com a expectativa do mercado e sem dissenso no colegiado, acalmando os ânimos após uma divergência de opinião entre os membros em maio
Selic, Em votação unânime, Copom mantém Selic em 10,50% e reforça cautela com cenário externo, Capital Aberto

Contrariando os temores do mercado após a decisão conturbada em maio, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros, encerrada nesta quarta-feira (19), mostrou coesão entre os membros.

O mercado já precificava uma manutenção da taxa de juros (Selic), que foi mantida no patamar de 10,50%, reforçando a cautela com o cenário externo, mas o foco estava no posicionamento do Comitê, com os investidores buscando pistas se haveria uma nova dissidência nos votos que indicasse um confronto de ideias entre membros mais conservadores e outros um pouco menos.

Segundo o comunicado, o Comitê optou, em unanimidade, por interromper o ciclo de queda de juros, destacando que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade, elevação das projeções de inflação e expectativas desancoradas demandam maior cautela. “Ressalta, ademais, que a política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente em patamar que consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O Comitê se manterá vigilante e relembra, como usual, que eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta.”

O comunicado veio em um tom mais “hawkish”, com a sinalização de maior cautela, indicando que o Comitê não cedeu à pressão política, segundo especialistas.

“Depois dos ruídos causados na última reunião pela decisão dividida, dessa vez o colegiado chegou num consenso. Os 9 diretores votaram de forma igual. Acredito que isso foi muito importante para reforçar que as decisões foram tomadas de forma técnica e não com interferência política e assim eliminar qualquer dúvida sobre a credibilidade da política monetária”, diz Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital.

Na opinião de Bolzan, o mercado deve receber bem a decisão e o comunicado. “Amanhã devemos observar queda no dólar e nos juros futuros, enquanto a bolsa deve abrir em alta refletindo maior otimismo com a política monetária.

A atenção no comunicado se volta para o âmbito externo, com a incerteza elevada e persistente sobre a flexibilização da política monetária nos Estados Unidos e a velocidade da queda da inflação em diversos países. No âmbito doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo maior do que o esperado.

Segundo Álvaro Frasson, estrategista Macro do BTG Pactual Portfolio Solutions, entre os destaques, dois chamaram a atenção: o cenário alternativo para as projeções do BC para a inflação de 2025 e o trecho do último parágrafo, em que a autoridade cita o contracionismo pelo tempo necessário, que pode dar pistas sobre os próximos passos da política monetária.

“A projeções do Banco Central para o IPCA de 2025 saiu de 3,3% para 3,4%, utilizando a trajetória para a taxa Selic apresentada pelo Relatório Focus, que está em 9,5% ao final de 2025. Logo, o BC comentou que, em cenário alternativo se a taxa Selic permanecer inalterada até o final de 2025, o IPCA deste ano sai de 3,4% para 3,1%”, diz Frasson em análise.

Sobre o segundo ponto, o estrategista pontua que o trecho em que o Comitê cita que ”a política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente em patamar que consolide não apenas o processo de desinflação…” pode ter sido a maneira que os diretores encontraram para sinalizar maior preocupação com o processo de convergência das expectativas de inflação. “Contudo, o BC utilizou ‘em patamar’ e não ‘no atual patamar’, indicando que outra taxa de juros poderia ser ‘suficiente’ para o controle das expectativas.”

Leia também:

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