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Dólar renova máxima e Lula fala em “fazer alguma coisa”
Uma das alternativas cogitadas pelo mercado é a alteração do IOF nas operações cambiais. No entanto, o ministro da Fazenda afirmou que essa não é uma possibilidade
dólar, Dólar renova máxima e Lula fala em “fazer alguma coisa”, Capital Aberto

Após atingir a maior cotação em dois anos e meio, o dólar à vista voltou a renovar máximas nesta terça-feira (02), com o mercado de olho no cenário fiscal e na política monetária, reagindo às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do presidente do Banco Central. Mais cedo, em entrevista à Rádio Sociedade, da Bahia, Lula afirmou que o governo deve discutir medidas para conter a valorização da moeda estrangeira ante o real.

Por volta das 15h49, o dólar subia 0,37%, negociado a R$ 5,6814, após atingir R$ 5,6553 no fechamento de ontem, a maior cotação desde 10 de janeiro de 2022

“Obviamente que me preocupa essa subida do dólar. Há uma especulação. Há um jogo de interesse especulativo contra o real”, disse o presidente. Lula explicou que é preciso “fazer alguma coisa” e que pretende debater o assunto. “Eu tenho conversado com as pessoas o que a gente vai fazer. Estou voltando quarta-feira (03), vou ter uma reunião.” 

Lula, no entanto, não citou qual seria a ação a ser tomada pelo governo para conter a valorização do dólar contra o real. 

Uma das possíveis alternativas cogitadas pelo mercado é a alteração no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações cambiais, para conter a alta do dólar. No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que essa não é uma possibilidade e que acredita que o melhor a fazer é acertar a comunicação, tanto em relação à autonomia do BC quanto em relação ao arcabouço fiscal. “Não sei de onde saiu esse rumor”, explicou ao ser questionado por jornalistas.

Haddad confirmou que tem uma reunião com o presidente nesta quarta-feira para “tratar de tudo”.

Sobre a alta da moeda americana, o ministro da Fazenda diz que o patamar atual assusta, mencionando que, “apesar da desvalorização ter acontecido no mundo todo de uma maneira geral, aqui foi maior do que nos nossos pares. Colômbia, Chile, México também tiveram… Isso atribui a quê? Atribui a muitos ruídos”, disse o ministro, ponderando que o Brasil está no sexto mês de boas notícias na atividade econômica e na arrecadação. Haddad reforçou também que o governo vai trabalhar para o cumprimento das metas de resultado primário e lidar com o teto de 2,5%.

A respeito de uma intervenção no câmbio, o ministro ressaltou que esse é um assunto do BC, não da Fazenda. “Eles é que sabem quando e como fazer. É um assunto que cabe a eles decidir. Sempre é possível porque está na governança do Banco Central agir quando necessário”, diz Haddad. “Mas eu creio que vai acomodar [o aumento do dólar]. Porque a hora que esse processo se desdobrar, isso tende a reverter, na minha opinião.”


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