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CPI de junho pode dar ainda mais munição para Fed cortar os juros em breve
Expectativa do mercado é que o indicador apresente uma alta de 0,1% no mês
cpi, CPI de junho pode dar ainda mais munição para Fed cortar os juros em breve, Capital Aberto

A postura mais dura do Federal Reserve (Fed) com relação aos juros para trazer a inflação à meta de 2% parece que está surgindo efeito, após dados em sequência do mercado de trabalho e do preço ao consumidor americano mostrar abrandamento nos números recentes. E é essa toada positiva que o mercado espera para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho, que será divulgado nesta quinta-feira (11).

Caso se confirme o cenário, o dado pode fornecer o combustível para a mudança de postura do Fed. Isso porque, após o depoimento do chairman do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no Senado nesta terça-feira (09), o mercado passou a elevar as expectativas de um possível corte das taxas de juros americanos antes do esperado. Na avaliação de Powell, mais “bons dados” reforçariam a ideia de que a inflação está sob controle, favorecendo a flexibilização da taxa de juros.

“Para o relatório do CPI de junho, prevemos que o IPC principal tenha subido 0,1% m/m devido em parte a outra queda nos preços da energia. Isso resultaria na taxa ano a ano caindo um décimo, para 3,2%, e o índice NSA imprimindo em 314.770”, dizem os analistas do Bank of America (BofA) Meghan Swiber, Stephen Juneau, Warren Russell e Andy Pham, em relatório. “Enquanto isso, esperamos que o CPI core tenha aumentado 0,2% mês a mês. Embora não seja tão baixo quanto maio, seria uma boa impressão para o Fed.”


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Para o BofA, se o relatório do CPI for de acordo com as expectativas do banco, a visão é que o Fed iniciará seu ciclo de corte em dezembro. “Dito isso, reconhecemos que outra impressão de 0,2% m/m para o Core IPC inclinaria o risco para um corte mais cedo, especialmente devido aos sinais de atividade mais branda”, diz trecho do relatório.

Por outro lado, o Itaú BBA aponta que os investidores estão mais confiantes com a possibilidade de um corte de juros em setembro, diante do enfraquecimento do dólar no âmbito global e as taxas dos títulos do tesouro americano recuando, dando ímpeto ao avanço de ativos globais.

De acordo Lucas Queiroz, estrategista de renda fixa do Itaú BBA, os dados de inflação podem consolidar a visão mais benigna para a política monetária nos Estados Unidos.

Na semana passada, os dados econômicos nos EUA mostraram um tom de moderação. Tanto o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria quanto o referente ao setor de serviços apresentaram ligeira queda. “Em relação ao mercado de trabalho, os dados também sugeriram moderação, porém sem ensejar preocupações com recessão na maior economia do planeta”, comentou Queiroz.

Com o crescimento menor das vagas de emprego e aumento da taxa de desemprego em junho, o analista do BBA explica que a probabilidade implícita nas taxas de juros de que ocorra redução na taxa básica de juros nos EUA em setembro saltou de 64% para 78%.


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