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Com Bolsa barata, sem estrangeiros e juro alto, IPO em 2024 é descartado
Executivos do BTG Pactual e do UBS BB acrescentam que com o mercado de ações em baixa fica difícil convencer empresas a captarem na bolsa e emissão de dívida é opção
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A possibilidade de recuperação do mercado doméstico de ações, ao menos no curto prazo, não tem convencido muita gente a investir nos papeis, mesmo a um nível tecnicamente convidativo, tampouco há atratividade para IPO ou follow-ons. A visão de um cenário difícil para a renda variável foi destaque nas análises de Fabio Nazari, head of Equity Capital Markets do BTG Pactual, e Gabriel Cambuí, diretor do UBS BB ao participarem do 25º Encontro Internacional de Relações com Investidores e Mercados de Capitais.

Ao comentar a última grande janela do mercado de ações locais, entre 2020 e 2021, Nazari destacou que desde então foi iniciado um freio de arrumação, após anos de muita liquidez e juros globais baixos. “Esse freio de arrumação veio com uma puxada de juros em todas as economias. O último IPO na B3 foi em agosto de 2021 e de uma empresa brasileira, o Nubank, não foi no Brasil”, comenta, acrescentando que tem havido um desmonte da indústria local de asset management, especialmente dos independentes. “Ocorre que não tem fluxo novo. No ano passado, daquela arrancada da bolsa entre novembro e dezembro, que saltou de 115 mil pontos para 130 mil, R$ 40 bilhões eram de gringos. Os recursos este ano já foram embora do Brasil.”

Na visão do executivo do BTG Pactual, como “a hemorragia é lenta”, ninguém tem pressa em comprar ações, mesmo com preços convidativos, porque esperam que caia mais. “Sobre IPO, não vai abrir janela neste ano. Não adianta o mercado estar barato porque não consigo convencer nenhum empresário a vender sua companhia pela primeira vez aos preços da bolsa, não tem investidor com dinheiro sobrando para comprar IPO, e o gringo não voltou ainda”, afirma Nazari, acrescentando que a volta de IPO só no primeiro ou segundo trimestre de 2025.


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Gabriel Cambuí, do UBS BB, ao comentar o momento difícil para o mercado de ações, fez um paralelo com o de dívida. “O caminho de todas as empresas sempre é buscar a sua melhor forma de financiamento. Eu acho que nesse momento o óbvio é buscar o seu financiamento via dívida. E quando a gente vê o mercado internacional, esse investidor gringo está extremamente líquido”, comenta Cambuí. “Ele está recebendo uma remuneração maior pelo capital dele, e tem muito dinheiro, está disposto a colocar esse dinheiro para trabalhar, e hoje é no mercado de renda fixa internacional.”

O executivo citou algumas empresas estreantes no mercado de bonds, como a 3R Petróleo, captando US$ 500 milhões, e a Unipar, com US$ 750 milhões. Na visão Cambuí, um ponto é o pessimismo doméstico maior com o Brasil do que o visto no exterior. “A gente talvez fique contaminado com o dia inteiro lendo sempre as mesmas coisas. Quem investe em Brasil sabe o que esperar, a gente ainda é uma economia em desenvolvimento.”

O diretor do UBS BB, citando produtos como LCI e LCA e diz que parte do dinheiro da Bolsa, da pessoa física, está migrando para a renda fixa isenta. “A grande dúvida aqui é por que eu deveria me preocupar em fazer uma análise muito grande, um valuation, tentar entender o que é a minha potencialidade de ganho na Bolsa, se eu estou sendo bem remunerado no meu capital, sem grandes esforços na renda fixa local.” Nazari, do BTG Pactual, concorda com o ambiente muito líquido para a emissão de dívida. “Tem investidor com dinheiro saindo pelo ladrão para poder alocar. Mas, os balanços têm um limite para a acomodação de dívida.”


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