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Campos Neto destaca que juros globais não voltam tão cedo ao pré-pandemia
Para o presidente do BC, outro ponto de preocupação é com a piora na expectativa do mercado para inflação doméstica
João Pedro Nascimento presidente da CVM
João Pedro Nascimento presidente da CVM

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira (06) que uma preocupação da autoridade monetária é com uma piora nas expectativas do mercado financeiro para a inflação, em que pese haja uma convergência dos preços na direção da meta de inflação. Em participação no MKBR24, evento sobre mercado de capitais promovido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e pela B3, o presidente da instituição também disse que a queda de juros ao redor do mundo será mais tímida do que se esperava inicialmente.

Ao comentar sobre o início do corte dos juros do Banco Central Europeu (BCE), ocorrido mais cedo, Campos Neto destacou “o discurso cauteloso” da autoridade europeia e ressaltou que o ciclo de afrouxamento monetário das maiores economias do mundo se inicia em um momento em que as dúvidas ainda são elevadas.

Leia mais: Economias mais fortes colocam ainda mais luz sobre a inflação

“Temos tido surpresas positivas no tema do emprego global, o que tem se traduzido em pressões na inflação de serviços. Há, por outro lado, esperança de que a desinflação de manufaturados se converta em uma desinflação mais organizada daqui para frente. As surpresas da atividade econômica global pararam de ser tão positivas, mas ainda vemos diferença entre manufatura e serviços”, afirmou. E acrescentou que “a precificação dos EUA começa a apontar para dois cortes este ano, mas gera incômodo pensar de onde virá a desinflação daqui para frente”.


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Em sua palestra no MKBR24, o presidente da autoridade monetária fez um paralelo entre o bom momento do mercado de renda fixa, e o avanço do mercado de capitais como financiador do desenvolvimento local, mas ponderou que para equities não é um ano positivo. Campos Neto comentou ainda que o apreçamento de cortes nos EUA liderou grande parte da aversão a risco em emergentes nos últimos tempos e que as condições financeiras americanas estão relativamente frouxas, apesar dos juros altos. “Os juros funcionam como um freio, mas outros mercados servem como um contraponto a isso, como crédito e bolsa.”

Em outro momento, houve espaço para uma análise macro que inclui o tema fiscal, não apenas brasileiro. “A pauta fiscal começou a ficar um pouco mais no radar da comunidade internacional e isso tem implicação para o mundo emergente e o Brasil, já que o fiscal brasileiro também fica mais em foco.”


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