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Volta às origens
Fundadores da Forno de Minas reassumem o negócio, recebem a ajuda da Mercatto e buscam novo posicionamento

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Ao retomar o controle da empresa que haviam fundado duas décadas antes, os sócios da Forno de Minas assumiram o desafio de repetir o sucesso obtido no lançamento do pão de queijo congelado. Mas eles sabiam que, para alcançar esse objetivo, era preciso pôr fermento no negócio. Foi assim que eles se aproximarem, há cerca de um ano e meio, da carioca Mercatto Capital Partners. O fundo Mercatto Alimentos, que possui dez cotistas e patrimônio de R$ 82,5 milhões, adquiriu 29,3% do capital da empresa em agosto de 2010. Desde então, a companhia reformulou sua governança corporativa, melhorou o processo produtivo e aumentou o faturamento em 64%. As conquistas são bem recentes, mas a história da Forno de Minas e os motivos que a levaram a ser vendida começaram lá atrás.

As fornadas de pão de queijo da mineira Dalva já faziam sucesso entre os vizinhos na cidade de João Pinheiro, no noroeste de Minas Gerais, muito antes de inspirar o lançamento, em 1990, da versão pré-preparada e congelada do quitute. Junto com os filhos Helder e Hélida, Dalva fundou a Forno de Minas, industrializou a produção do pão de queijo e abriu uma pequena loja num shopping de Belo Horizonte.

Saboroso e fácil de preparar, o produto caiu no gosto do consumidor brasileiro, e a empresa viveu uma década de crescimento. Contribuiu para a ascensão a chegada, em 1992, do sócio Vicente Camiloti, hoje diretor comercial da Forno de Minas. O capital que ele aportou na companhia fez a produção saltar de 90 para 1.200 quilos de pão de queijo por dia. Para sustentar a escalada, a empresa redobrou a atenção aos ingredientes. Em 1995, comprou um moderno laticínio em Conceição do Pará, no interior de Minas Gerais, para produzir queijo na especificação ideal, aumentando a qualidade e a padronização dos pãezinhos.

O sucesso atraiu o apetite de estrangeiros. Em 1999, a Pillsbury, um dos maiores grupos de alimentos do mundo, comprou a Forno de Minas. Sua expectativa era introduzir, nos Estados Unidos, um novo tipo de snacks para lanchonetes, mas os resultados ficaram aquém do esperado. Em 2009, fecharam a empresa. Foi então que os antigos donos reapareceram, adquirindo a marca. Chamaram os ex-funcionários para voltar à fábrica e reativar a linha de produção do pão de queijo congelado. “Retomamos uma empresa maior do que a que vendemos, mas estávamos partindo do zero. Precisávamos de um reposicionamento”, lembra Helder Mendonça, que assumiu a presidência da Forno de Minas. A companhia necessitava de recursos, mas os sócios tinham usado todo o seu capital para recomprar a empresa.

Também havia a preocupação dos donos em evitar o endividamento e, ao mesmo tempo, manter o controle da Forno de Minas. Daí a ideia de buscar o apoio de um investidor de private equity. “Na época, o fundo da Mercatto estava começando e nós nos tornamos parte importante do portfólio. Entendemos que a empresa teria bastante atenção dos gestores”, diz Mendonça. “Assim, além de receber investimento, ganhamos um sócio que participa da gestão e dá suporte ao crescimento.”

De imediato, um conselho de administração foi instalado para melhorar os padrões de governança da Forno de Minas e acelerar a profissionalização da gestão. O órgão tem trabalhado para implementar uma nova cultura empresarial, delegando autonomia e responsabilidade aos funcionários. “Isso proporciona maior engajamento“, afirma Paulo Henrique Todaro, sócio-diretor da Mercatto Capital Partners e atual presidente do conselho da Forno de Minas.

Além disso, a empresa passou a se empenhar no aperfeiçoamento do ambiente de informação e controles e na análise do comportamento dos mercados consumidores. Também está revendo suas atividades comerciais, no bojo de um planejamento estratégico de longo prazo para o negócio.

Segundo Todaro, os atributos que fisgaram o interesse da Mercatto foram a primazia e a liderança da Forno de Minas na oferta de pão de queijo congelado, além da notoriedade da marca. “O fato de ser reconhecida nacionalmente por sua qualidade nos fez ver o potencial de transmitir essa competência para outros produtos, ampliando o portfólio”, afirma. A ideia é a empresa fornecer para lanchonetes e cafés um cardápio amplo que inclua, além do tradicional pão de queijo, tortinha de frango, empanada de carne e de frango, palitos de queijo, folhados e pão de batata. “Como autosserviço ou não, esse é um canal que pode se expandir por conta das mudanças nos hábitos de consumo”, acredita Todaro. Além disso, a ampliação do leque de itens favorece ganhos de escala. Outra novidade é que o laticínio adquirido em 1995, hoje chamado de Leiteria Forno de Minas, passou a fornecer insumos processados e produtos acabados para grandes indústrias nacionais e estrangeiras, contribuindo com os resultados da companhia e favorecendo as relações comerciais.


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