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Relatório da XP aponta perspectivas para fundos em 2024
Gestores ouvidos destacam maiores oportunidades em bolsa, crédito privado e juros Brasil
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O ano de 2023 foi de grandes desafios para os fundos de investimentos, com eventos macroeconômicos impactando os ativos e exigindo que os gestores se posicionassem frente às adversidades. No agregado, a indústria pelo segundo ano consecutivo viu investidores sacarem recursos. Após uma saída líquida de R$ 162,9 bilhões, em 2022, no ano passado os fundos perderam R$ 127,9 bilhões. A expectativa agora é estancar a saída de recursos e, se possível, voltar a crescer em 2024. Assim como algumas classes de fundos se descolaram das demais, e foram bem, para este ano a perspectiva é melhor para determinadas classes de ativos. Relatório divulgado pela XP Investimentos faz um balanço do que foi 2023 e projeta o que se espera para o ano.

Os dados do relatório são oriundos da Anbima e da própria base da XP, segmentados por diversas classes e subclasses de fundos. Além de um balanço do que foi 2023 para o setor, o estudo traz uma pesquisa com gestoras que sinaliza uma visão construtiva para a indústria de fundos em 2024.

Quem se salvou em 2023

Na contramão dos multimercados, com fluxo negativo de R$ 134,3 bilhões, os Fundos de Investimento em Participações (FIPs), destacaram-se com um crescimento notável, com ingresso líquido de R$ 42 milhões. Já em termos de performance, o relatório assinado por Clara Sodré, analista de fundos da XP, foram os fundos “mais arriscados”. Fundos de Ações Internacionais (hedgeados) registraram ganhos de 23,94% em 2023. Os fundos de ações, tanto Long Only, quanto Long Biased, também tiveram um dos melhores desempenhos dos últimos tempos.


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Produtos “ilíquidos” x líquidos

Outro destaque importante do relatório da XP é a comparação entre o desempenho, em termos de captação, dos fundos líquidos e dos “ilíquidos”, como FIDC e FIP. No ano passado, a captação líquida dos fundos de investimentos líquidos, como percentual do Patrimônio Líquido (PL), ficou negativa em 1,60% (perda). Já dos fundos ilíquidos ficou positiva em 5,94%. Em 2022, os fundos ilíquidos já haviam superado os líquidos com avanço de 1,53% do PL contra recuo de 2,31%, respectivamente.

No relatório, a XP lembra que mesmo fundos de renda fixa, que ganham com juros altos, tiveram dificuldade em 2023 com eventos negativos no crédito privado. E faz uma ponderação “é importante diferenciar entre as estruturas abertas de fundos, que permitem aplicações e resgates contínuos, e as estruturas fechadas, que limitam os resgates até o término do prazo do fundo”. Sobre a performance dos FIPs, o relatório lembra que seguiram crescendo em meio a um ambiente de alta volatilidade.

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Fundos de crédito

Talvez os maiores desafios para os gestores tenham ocorrido nos fundos de renda fixa crédito privado, com eventos de grandes empresas chacoalhando o mercado. No ano passado, a reprecificação dos papéis da Americanas somada aos eventos relacionais à Light, e ao fluxo de resgate dos fundos mais conservadores, levou a uma forte abertura de spreads, sobretudo nas debêntures mais líquidas e com boas notas de crédito.

O alto patamar de juros e a aversão a risco impactou no fluxo, nas emissões e consequentemente no retorno dos fundos, que foram se recuperando ao longo do ano com as perspectivas de queda de juros. Apesar da recuperação observada nesses fundos, ao observar o CDI, apenas 26 dos 75 fundos analisados encerraram o ano acima do índice. Por outro lado, quando comparados aos principais índices de crédito, 87% dos fundos de investimentos estão acima do IDEX-CDI. Na visão da XP, os spreads vantajosos neste ano permitem alocação mais conservadora, mantendo a seletividade no foco dos gestores.

Multimercados Macro

Sobre os fundos multimercados, o relatório lembra que os últimos meses do ano de 2023 trouxeram um alívio ao retorno recente da classe, principalmente para os fundos Macro. As posições favoráveis aos ativos de risco brasileiros de grande parte dos gestores foram as principais contribuições aos retornos positivos, com a alta de bolsa, valorização do real e fechamento dos juros reais por aqui. Adicionar estratégias pouco correlacionadas entre si e com as demais posições das carteiras, adicionando maior expectativa de retorno, sem necessariamente adicionar risco, é o grande papel desses fundos de investimentos, que têm um perfil mais tático e se utilizam de diferentes instrumentos para extrair resultados dos mercados locais e globais.

No relatório, Clara Sodré afirma que gestores Macro devem se destacar, desde que “com uma boa diversificação em estratégias Long & Short e Quantitativos”, além dos multimercados globais.

Visão dos gestores

A XP realizou uma pesquisa realizada com 32 gestoras de recursos, questionadas sobre a visão para o ano de 2024 e quais eram as principais classes e oportunidades em vista no cenário atual. Em resumo, além da perspectiva construtiva para indústria, a previdência foi destaque em termos de veículos de investimentos, o crédito seguiu sendo uma alternativa de crescimento e a visão de oportunidades para a bolsa brasileira foi destaque perante as classes de ativos. “No geral, as gestoras vislumbram crescimento de novos produtos, estratégias equipe de gestão para o ano seguinte.”

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Quando questionadas sobre as classes de ativos que apresentam as maiores oportunidades para o próximo ano, 25% das gestoras pontuaram oportunidades na Bolsa Brasileira, indicando um sentimento positivo para o mercado de ações. “Este aspecto reflete a confiança na recuperação econômica e no potencial de crescimento da economia brasileira”, destaca a analista da XP. Na sequência vieram Crédito Privado e Juros Brasil.


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