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Na corrida pela adoção de moedas digitais, EUA tem perdido espaço
Segundo pesquisa, os BRICS estão em estágios avançados na digitalização de suas moedas oficiais, citando inclusive a experiência brasileira com o DREX
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Um total de 134 países, representando 98% da economia global, já estão explorando versões digitais de suas moedas, com mais da metade desses em estágios avançados de desenvolvimento, teste ou lançamento, mostrou um estudo, divulgado na quinta-feira (14).

A pesquisa, conduzida pelo think tank (laboratório de ideias) norte-americano Atlantic Council, destacou que todos os países do G20, com exceção da Argentina, estão agora em uma dessas fases avançadas, embora, notavelmente, os Estados Unidos estejam ficando para trás.

“Apesar de estar avançando lentamente com um dólar digital restrito a bancos, o projeto de uma moeda digital mais ampla para a população americana está estagnado”, disse o relatório. O chefe do Federal Reserve (FED), Jerome Powell, afirmou neste mês que “nada parecido está remotamente próximo de acontecer”.

O presidente dos EUA, Joe Biden, ordenou que autoridades avaliassem a criação de um dólar digital em 2022, mas isso se tornou um conflito político, com o rival republicano de Biden na corrida presidencial deste ano, Donald Trump, prometendo não permitir essa transformação.

“A divergência entre os maiores bancos centrais do mundo sobre as CBDCs (Moeda Digital de Banco Central) está crescendo”, disse Josh Lipsky, do Atlantic Council, apontando o quão mais adiantados estão China, Europa e Japão.

Os defensores afirmam que as moedas digitais permitirão novas funcionalidades e oferecerão uma alternativa ao dinheiro físico, que aparenta estar em declínio. Por outro lado, as moedas digitais têm alimentado protestos em vários países devido ao potencial de vigilância governamental.

O risco de os EUA ficarem para trás era “um sistema de pagamentos internacionais mais fragmentado”, acrescentou Lipsky, dizendo que Washington também poderia perder parte de sua influência financeira global se outros países continuarem pressionando e estabelecendo novos padrões em torno das CBDCs.

Atualmente, estão em andamento 36 projetos-piloto, incluindo o e-CNY da China, em teste com 260 milhões de pessoas em 25 cidades, e na Europa, onde o Banco Central Europeu (BCE) está há seis meses em preparação para o euro digital.

Bahamas, Jamaica e Nigéria já têm suas moedas digitais completamente operacionais, embora a União Monetária do Caribe Oriental (UMCE) – composta por oito países – recentemente tenha se tornado a primeira a desligar uma moeda virtual após problemas que deixaram os usuários incapazes de acessar suas carteiras.

O relatório mostrou como o trabalho em CBDCs dobrou desde a invasão da Rússia à Ucrânia em 2022 e a subsequente resposta de sanções do G7. Treze projetos transfronteiriços estão atualmente em andamento, incluindo um chamado “mBridge”, que conecta China, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Hong Kong, e se expandirá para mais 11 países ainda não divulgados.

Todos os estados-membros do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – estão em estágios avançados, e Lipsky previu que haverá um novo impulso do bloco este ano em uma cúpula na Rússia para sistemas de pagamento alternativos ao dólar. Estes podem fazer parte de um grande lançamento até 2027, assim como o Banco Central Europeu, cujo esquema em fase de teste é visto como um potencial modelo para outras principais economias.

O yuan digital da China ainda é o maior e mais avançado projeto-piloto, embora tenha sido testado em vários cenários, desde bilhetes de transporte público e verificações de COVID até compra de petróleo e metais preciosos.


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