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Saiba mais sobre as novas empresas cotadas para o MSCI Brazil
Analista traça perspectivas para Nubank, XP, StoneCO e PagSeguro
Pedro Gonzaga, sócio e analista da Mantaro Capital.
Pedro Gonzaga, sócio e analista da Mantaro Capital.

Pelo menos quatro empresas receberam uma boa notícia neste Carnaval. Com nova norma do índice MSCI Brazil, que vai permitir a inclusão de companhias brasileiras listadas no exterior, o Morgan Stanley apontou quatro nomes com grandes chances de estrearem no índice: Nu – a holding dona do Nubank – , XP,  PagSeguro e sua concorrente StoneCO. Nas estimativas dos analistas do Morgan Stanley, a mudança pode atrair para as companhias US$ 4,7 bilhões em novos recursos, como dinheiro originário de ETFs. “Naturalmente você vai ter um fluxo maior de entrada nesses papéis, já que existem muitos fundos passivos que acompanham o índice”, diz Rafael Schmidt, sócio da One Investimentos

Pedro Gonzaga, sócio e analista da Mantaro Capital, acrescenta: “Com o movimento de investidores lá fora buscando excluir a China do portfólio, qualquer empresa daqui que entre no índice deve receber um fluxo bem relevante de investidores em busca de outras opções.”

Ele também é otimista em relação ao futuro das companhias apontadas pelo Morgan Stanley. “São quatro empresas promissoras”, diz. Abaixo, ele detalha o que espera de delas.

Nubank

Para Gonzaga, o Nubank é o caso mais “emblemático” entre as quatro candidatas a entrar no índice. Ele ressalta a alta nas ações desde o anúncio nas mudanças das regras para ingresso no MSCI Brazil. Nesta quinta-feira (15), as ações do banco fecharam 6,41% acima da sexta pré-carnaval (9).

“O Nubank se posiciona muito bem como o grande atacante entre os grandes bancos de varejo”, diz. Na sua avaliação, o grande diferencial da instituição é o modelo bem sucedido de modelagem de risco para o crédito para população de classe média e ou de renda inferior. “O Nubank consegue ter retorno sobre o patrimônio líquido elevado, em linha com os grandes bancos de varejo – coisa que nenhum banco de varejo está conseguindo nesses segmentos”, afirma.


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Em sua perspectiva, o banco deve continuar avançando com novos produtos para sua base de clientes, tanto nas linhas de crédito, como diferentes tipos de garantia, como no lançamento de mais modalidades de seguro. “O banco pode monetizar seus clientes de maneira ainda mais poderosa e aumentar ainda mais a sua rentabilidade – algo que outros bancos ainda não conseguem fazer de forma bem-feita.”

Clientes novos – e mais endinheirados – também estão na mira. Tanto que o banco adquiriu a corretora Easyinvest, atual NuInvest, em setembro passado. “Isso possibilita o Nubank a começar a subir na pirâmide de acessar clientes de renda mais alta, com novas opções de investimento”, avalia o analista.

A atuação no mercado externo também agrada Gonzaga. “O Nubank está tentando crescer no México e na Colômbia. Lá pode ter muito sucesso se conseguir repetir o que faz aqui.”

XP

Na avaliação de Gonzaga, a XP se beneficiará com a trajetória de redução da Selic. “O movimento de queda de juros, com estabilização em um patamar inferior, de um dígito especialmente, pode reavivar discussões para o investidor tomar um pouco mais risco nas suas carteiras, e a XP tem uma identificação muito clara com esse tipo de ambiente”, argumenta.

Na sua avaliação, a empresa também tem a ganhar com a resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) que limita a emissão de títulos incentivados (LCIs, LCAs, CRIs e CRAs). “As novas regras têm dois efeitos, um negativo e outro positivo. Eu acho que o positivo é dominante”, afirma. Como benefício, ele menciona a escassez dos produtos, que aumenta o preço dos papéis no mercado secundário. “Os títulos aumentaram bastante de preço, e é parte do negócio da XP revender no mercado os títulos que têm em carteira para dar liquidez e oferecer oportunidade para os investidores.”

Do lado negativo, ele menciona o “desarranjo” de ofertas públicas desses títulos. “Mas as empresas vão ter que financiar de alguma forma, então isso vai se acomodar”, pondera. 

PagSeguro e StoneCO

O analista vê boas perspectivas para as ações das duas empresas. “O setor de pagamentos no Brasil negocia a múltiplos muito menores do que lá fora. Óbvio que existem motivos para a diferença, mas pode ser que em algum momento isso se corrija”, diz.

“É um mercado que cresce, pelo menos, o mesmo que o PIB, porque acompanha o consumo das famílias”, acrescenta. Segundo ele, o aumento do uso de meios de pagamento como de cartões e PIX por QR code também ajuda. 

Ele também ressalta que as empresas do segmento não têm sido agressivas nos preços na busca de maior fatia de mercado. “Então é um ambiente em que elas devem conseguir, com a recuperação dos volumes, também uma boa rentabilidade”, conclui.

A queda dos juros também deve colaborar para a rentabilidade dos negócios, que tem na antecipação de recebíveis um pilar importante. “São empresas que por enquanto não têm repassado aos clientes a redução dos juros das operações feitas no mercado para tomar o dinheiro que antecipam os lojistas”, diz ele. Segundo ele, isso colabora para os resultados em 2024. “Mais para frente é difícil antever, pois pode haver competição no mercado”.


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