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Metade do PIB mundial vai às urnas neste ano: conheça os riscos
Eleições em pelo menos quarenta países trazem volatilidade pelo mundo afora
eleições, Metade do PIB mundial vai às urnas neste ano: conheça os riscos, Capital Aberto

Quase metade da população e do PIB mundial irá às urnas neste ano em votações que aumentarão a volatilidade do mercado global, mostra reportagem da Bloomberg. Haverá tanto eleições para escolha do comando de algumas das democracias mais jovens do mundo, como Paquistão e Tunísia, como em algumas das mais antigas da Europa, como Reino Unido. Na Rússia, a reeleição do presidente Vladimir Putin em março é praticamente certa. A Índia também deve manter o primeiro-ministro Narendra Modi ao cargo, afirma a agência. Mas em outras votações, como na Áustria ou nos EUA, os resultados permanecem incertos, afirma a agência.

“Estamos vivendo em um mundo de desordem global, que difere da calma relativa antes da Covid”, disse à Bloomberg Janet Henry, economista-chefe global do HSBC Holdings. “Comparado com o pré-pandemia, o crescimento será um pouco menor, a inflação será um pouco mais alta e não estamos voltando a um mundo de taxa de juros zero”, diz ela.


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Disputa pela Casa Branca

No Brasil, o grande foco do radar internacional está nos resultados das eleições norte-americanas. A possível volta de Donald Trump à Casa Branca preocupa alguns analistas do mercado, que temem protecionismo e cortes de impostos. “O principal risco para o mercado em 2024 vem das eleições americanas. Trump, o líder das pesquisas, é uma pessoa volátil por natureza”, disse à Capital Aberto Gustavo Menezes, gestor da área de macro e de renda fixa da AZ Quest.

Ele  teme que, se reeleito, o ex-presidente restrinja ainda mais o trabalho imigrante, encarecendo a mão de obra local e pressionando a inflação do país. “Isso pode dificultar o trabalho do Fed e deixar o juro americano mais alto do que está precificado.”

Na sua avaliação, outro risco é o agravamento das contas públicas dos EUA como resultado de eventual corte de impostos. “A política de Trump sempre foi de redução de impostos corporativos para você fomentar negócios”, afirmou ele, ressaltando que a “situação fiscal americana já se deteriorou muito desde a pandemia”.

“A eleição americana neste contexto de juros e inflação mais alto, mercado de trabalho mais justo e endividamento muito maior traz uma incerteza grande”, resumiu ele.

Também pela análise da Bloomberg, há preocupação com os rumos da inflação e dos juros com a eventual recondução de Trump à presidência. “Uma vitória de Trump poderia causar um aumento nos swaps de inflação e nos rendimentos dos títulos do Tesouro de longo prazo, devido à percepção — correta ou não — de que Trump pressionaria o Federal Reserve para reduzir as taxas, possivelmente às custas de uma inflação mais alta”, diz a agência.

Há, porém, quem pense diferente. Para Lucas Farina, analista econômico da Genial Investimentos, com Trump de volta ao poder, a inflação passaria a convergir mais rapidamente para a meta em 2025 por conta da “retirada dos estímulos fiscais e do corte prometido nas despesas discricionárias do governo”.

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Reino Unido

Na Europa, após 14 anos de domínio conservador, os britânicos parecem estar prestes a eleger seu primeiro governo trabalhista desde os dias de Tony Blair e Gordon Brown. O Partido Trabalhista de Keir Starmer está bem à frente nas intenções de votos, com o Partido Conservador do atual primeiro-ministro Rishi Sunak ainda se recuperando do governo de Boris Johnson marcado por escândalos, do caos no mercado provocado por sua sucessora Liz Truss e de uma economia em que padrões de vida estagnaram, analisa a Bloomberg.

Segundo a agência, uma vitória trabalhista provavelmente marcaria uma mudança significativa no país, com maior envolvimento do estado em áreas como estratégia industrial e política energética. 

O Trabalhismo também promete fechar brechas fiscais, fortalecer os direitos dos trabalhadores e estabelecer laços mais estreitos com a União Europeia sem se juntar novamente ao bloco, mas muitos de seus planos ainda permanecem vagos.

Caso nenhum partido consiga nas urnas a maioria do parlamento, os mercados e a libra esterlina serão afetados, disse à Bloomberg disse George Buckley, economista-chefe europeu da Nomura. “A incerteza tornaria as empresas menos propensas a investir e seria negativa para a economia.”

Urnas brasileiras

Por aqui, as eleições municipais preocupam por conta do potencial impacto nas contas públicas. “Para atender as bases e as demandas dos prefeitos em um ano eleitoral, o governo quer contingenciar gastos o mínimo possível”, diz Farina, da Genial Investimentos.

Na sua avaliação, caso a arrecadação federal decepcione nesse primeiro trimestre, muito provavelmente o governo irá revisar a meta de déficit zero em 2024 para algo mais próximo de 1% do PIB.  “Esse cenário dispararia o gatilho da percepção de risco fiscal por parte do mercado, com efeitos negativos sobre a bolsa, abertura da curva de juros e desvalorização da taxa de câmbio”, afirma ele.

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