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“Alcançar a meta de inflação de 2% pode levar mais tempo”, diz Collins, do Fed de Boston
O progresso provavelmente exigirá um crescimento econômico mais lento e a perseverança metódica será necessária em meio a progressos desiguais.
inflação, “Alcançar a meta de inflação de 2% pode levar mais tempo”, diz Collins, do Fed de Boston, Capital Aberto

A presidente do Federal Reserve (Fed) de Boston, Susan Collins, sinalizou que as taxas de juros provavelmente precisarão ser mantidas em um patamar alto por mais tempo do que anteriormente pensado para conter a demanda e reduzir as pressões de preços.

Collins é a terceira dirigente a falar sobre o tema esta semana. Anteriormente, o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, havia dito que a luta contra a inflação provavelmente exigirá uma redução da demanda, enquanto o presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse que haverá corte nas taxas, mas que, por ora, a política monetária está em um bom lugar.

Segundo ela, que observou a falta de progresso desinflacionário feito em 2024, disse que um crescimento econômico mais lento será necessário para garantir que a inflação permaneça em um caminho sustentável em direção à meta de 2%. Collins não ofereceu uma estimativa de quando os cortes de taxa podem ocorrer.

“As recentes surpresas positivas na atividade e na inflação sugerem a provável necessidade de manter a política em seu nível atual até termos maior confiança de que a inflação está se movendo de forma sustentável em direção a 2%”, disse Collins nesta quarta-feira (08), durante participação em evento no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Os comentários de Collins ecoaram os do presidente do Fed, Jerome Powell, que disse na semana passada, quando o banco central deixou a taxa inalterada no intervalo de 5,25% e 5,50%, que a autoridade monetária tem mais trabalho a fazer para obter a confiança necessária para a inflação retornará à meta de 2%.

Na visão de Collins, não foi surpreendente ver imprevistos no processo de desinflação, como a falta de progresso no primeiro trimestre. A inflação subiu 2,7% em março em relação ao ano anterior, uma aceleração em relação ao ritmo de 2,5% visto em fevereiro. “A situação atual requer perseverança metódica, reconhecendo que o progresso levará tempo e continuará sendo desigual”.

“Moderadamente Restritivo”

A presidente do Fed de Boston observou que grande parte do progresso inflacionário do ano passado foi impulsionado pelos preços dos bens, uma tendência que provavelmente não continuará no mesmo ritmo.

“O progresso na inflação muito provavelmente exigirá um menor crescimento na demanda, especialmente para facilitar uma desaceleração adicional da inflação dos serviços não habitacionais centrais”, disse.

Collins, que não vota na política monetária este ano, explicou que o objetivo era que os mercados de trabalho continuassem saudáveis, embora “se moderando de forma ordenada” para melhor alinhar oferta e demanda de trabalho. Ela acrescentou que as empresas estão bem-posicionadas para potencialmente absorver algum crescimento salarial mais rápido sem exercer pressão adicional sobre os preços.

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