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Ibovespa recua com ajustes após feriado
No exterior, após o desempenho negativo na terça (13) com a inflação americana persistente, o dia de ontem foi de recuperação nos índices
Jennie Li, estrategista de ações da XP
Jennie Li, estrategista de ações da XP

A bolsa brasileira andou na contramão dos principais mercados acionários globais. O Ibovespa fechou ontem (14) em queda de 0,79%, a 127 mil pontos, repercutindo a piora na perspectiva para o juro americano após a inflação no país mostrar resistência. O ajuste nas expectativas das bolsas globais já havia sido feito na terça-feira (13) quando o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) foi divulgado e jogou as projeções de corte no juro americano para a virada do primeiro semestre. Os índices S&P 500, DOW Jones e Nasdaq se recuperaram com alta, respectivamente, de 0,96%, 0,40% e 1,30%.

Na avaliação de Jennie Li, estrategista de ações da XP, a queda no Ibovespa na volta do feriado no mercado brasileiro se explica pelo ajuste de posições. “Parece que o mercado local também está repercutindo o dado da inflação americana. Quase todos os papéis do Ibovespa passaram o dia em queda, com algumas poucas exceções”, comenta Jennie. “O que a gente tem visto desde o início do ano foi que o macro global tem ditado bastante o rumo dos mercados e acho que o tema-chave continua sendo política monetária dos Estados Unidos.”

A estrategista da XP se refere ao CPI, que subiu 0,3% em janeiro e acumula alta de 3,1% no acumulado em 12 meses. O dado diminuiu drasticamente as chances de um corte de juros iminente pelo Fed. Parte do mercado já avalia se haverá o “pouso suave” ou se não haverá pouso para a economia, que poderia se manter aquecida e impedir redução no juro do país. “Um mês atrás, o mercado atribuía uma probabilidade de apenas 20% de manutenção de juros para a reunião de março. Hoje, essa probabilidade já subiu para 90%”, diz Jennie. “A expectativa de corte de juros tem sido adiada cada vez mais para frente por conta desses dados bastante mistos que a gente tem visto, não apenas de inflação, de mercado de trabalho, de atividade de forma geral.”

Queda quase linear

“O recuo no Ibovespa, na volta do feriado, estava contratado. Foi um pregão mais curto e com menos volume, além de ter digerido o cenário de cortes de juros do Fed”, avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “Tivemos uma queda quase linear e de alguns pesos pesados, como de siderurgia que pesaram bastante. Pouquíssimos nomes conseguiram se desvencilhar.” Entre as maiores altas estão Nordon Indústrias Metalúrgicas (NORD3), com 23,12%, Gol (GOLL4) 13,73% e a OI (OIBR3), 11,11%. As maiores quedas foram banco Pine (PINE3), 18,68%, BMG (BMGB4), 11,06% e Banco Mercantil (BMIN3), 9,25%.

O analista da Empiricus lembra que o movimento de alta na curva de juros no exterior, após o CPI mais forte do que o esperado, leva a uma alta na curva de juros local. “Na prática, há um impacto maior nas empresas mais sensíveis às movimentações na curva de juros como companhias de crescimento, do setor de incorporação, todas as teses ligadas a growth, inclusive de small caps.” O índice das small caps fechou com recuo de 1,41%.

Fluxo estrangeiro sob ameaça

O analista da Empiricus lembra que poucos nomes conseguiram se safar desse processo de correção. “A gente tem observado esse movimento na curva americana, que claro, sensibiliza, em especial, os países emergentes, que dependem, em grande parte, do fluxo estrangeiro”, comenta Spiess. “O rally do ano passado, entre novembro e dezembro, foi muito impulsionado por fluxo estrangeiro, de certo modo, e quando eles saem como ocorreu em janeiro e se aprofunda agora em fevereiro, é reflexo da curva de juros americana.”


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