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Grandes investidores de private equity estão pedindo o dinheiro de volta
Fundos soberanos e de pensão querem liberar os recursos já aportados antes de comprometer novas quantias
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Alguns dos investidores mais influentes vêm enviando uma mensagem aos maiores fundos de private equity do mundo: se vocês querem dinheiro para o próximo fundo, aqui está nossa lista de demandas. 

Fundos soberanos e fundos de pensão de funcionários públicos estão entre os investidores que dizem aos gestores de seu dinheiro que só colocaram dinheiro em novos fundos se seu capital vinculado a fundos antigos for liberado, afirmam fontes do mercado.

As solicitações adicionais variam de descontos nas taxas e mais oportunidades de coinvestimento a mais direito de informação e representação em comitês, dizem  as fontes ouvidas pela reportagem, pedindo para não serem identificadas porque as solicitações são privadas. Elas acrescentam que alguns estão até mesmo pedindo uma parte da taxa de gestão do fundo ou a oportunidade de comprar uma participação no gestor do fundo, acrescentaram as pessoas.

 “Estamos passando por uma mudança cultural real”, disse William Barrett, sócio-gerente da Reach Capital, empresa de captação de recursos para mercados privados. “É a primeira vez que vemos LPs (Limited Partners) sendo tão diretos e vinculando uma distribuição de um fundo a um novo comprometimento em outro. Eles nunca foram tão precisos em suas solicitações.”


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A relação entre empresas de private equity como Blackstone e Apollo Global Management e seus apoiadores é simbiótica. Grandes gestores de fundos não conseguem expandir suas plataformas sem o dinheiro dos maiores chamados “limited partners”, enquanto os investidores precisam de gestores com capacidade para aceitar grandes quantias de capital.

No entanto, o equilíbrio de poder está mudando dentro da indústria de private equity de US$ 8 trilhões, à medida que os fundos de aquisição enfrentam dificuldades para devolver dinheiro aos investidores devido a discordâncias entre compradores e vendedores sobre valorações corporativas. Isso está concedendo mais poder aos “limited partners” para ditar os termos do envolvimento.

Com a redução de novos recursos destinados ao private equity diminuiu no ano passado, a influência de um punhado de fundos que fazem a maioria dos investimentos nos mercados privados — como os fundos soberanos dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Catar — tornou-se ainda mais persuasiva.

Apenas cinco anos atrás, fundos do Oriente Médio não estavam entre os 10 maiores investidores estatais nos mercados privados, segundo dados da Global SWF.  Até 2023, cinco deles eram do Golfo, incluindo o ADQ e o ADIA, de Abu Dhabi.

Os fundos como ADIA e o fundo soberano de Singapura, GIC, estão entre os investidores que eventualmente pedem a liberação de recursos antigos antes de discutir novas transações. Representantes dos dois fundos não comentaram as informações. 

Ano difícil para o private equity

A atividade de saída de private equity nos EUA atingiu uma baixa sem precedentes no ano passado em relação ao grande volume de capital sob gestão da indústria, de acordo com a Pitchbook. O período médio de detenção atual para investimentos encerrados atingiu 6,4 anos, o mais alto em mais de uma década. 

“É um mercado difícil e os LPs estão usando a alavancagem que têm, especialmente os maiores investidores em crédito privado, como fundos soberanos e fundos de pensão estatais”, disse Barrett. “Os gestores de fundos agora têm que lutar por seus dólares, e os investidores sabem disso.”

Outras demandas de alguns fundos soberanos incluem pedidos por mais divulgações sobre os ativos das carteiras, disseram as fontes. Os investidores estão solicitando mais informações sobre seus investimentos do que nunca, com demandas às vezes chegando semanalmente, segundo algumas pessoas ouvidas pela reportagem.


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